Em entrevista exclusiva ao canal Claudio Dantas, Eduardo Tagliaferro disse que a assessoria especial de combate à desinformação, comandada por Alexandre de Moraes, só era usada contra a direita.
“Só haviam denúncias da direita, não tinha nada de esquerda no material”, afirmou.
Ele afirmou ainda que, sem qualquer “análise aprofundada”, bastava a pessoa estar usando uma camisa verde e amarela ou ter uma foto de Jair Bolsonaro nas redes sociais para ser detida.
O ex-assessor de Moraes contou que pediu exoneração diversas vezes, mas seus pedidos foram negados. Ele então decidiu permanecer no cargo com o objetivo de “juntar o máximo possível de provas” para poder falar publicamente no momento certo.
Ele justificou ter demorado a fazer as denúncias por “medo, por pressão”, e descreveu a ameaça como algo que não vinha apenas por palavras, mas pelas “atitudes da pessoa” com a própria equipe, que, segundo ele, era tratada com desequilíbrio e como “incapaz”.
Tagliaferro declarou que o motivo de suas denúncias é “salvar aqueles que foram prejudicados” e que é um “dever do povo” conhecer a verdade. A entrevista ocorre após o ex-assessor ter sido indiciado por vazamento de conversas de WhatsApp com servidores do STF e do TSE.
Além do indiciamento, Tagliaferro revelou que, somente nesta sexta-feira (8), teve bloqueios em suas contas e no Pix, e que existem decisões sob sigilo que podem indicar novas diligências em preparação.
Assista ao programa na íntegra:
