Sushila Karki assume interinamente o governo do Nepal
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Sushila Karki assume governo interino em meio a crise no Nepal

Sushila Karki assume o interinamente o governo do Nepal em meio a protestos da "Gen Z".
Sushila Karki assume o interinamente o governo do Nepal em meio a protestos da "Gen Z". Foto: Reuters.

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Por Marília Rodrigues

Protestos da Geração Z expõem instabilidade política

A ex-chefe de Justiça do Nepal, Sushila Karki, toma posse nesta hoje (12) como líder do governo interino, após a renúncia do primeiro-ministro KP Sharma Oli, pressionado por protestos intensos liderados pela Geração Z. A informação foi divulgada pelo portal Nepal News.

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Segundo fontes da Presidência, a cerimônia de juramento será realizada às 20h45 (horário local), na residência oficial da chefe de Estado, em Sheetal Niwas.

Primeira mulher a comandar a Suprema Corte do Nepal, entre julho de 2016 e junho de 2017, Karki é reconhecida pela integridade e por decisões históricas, especialmente em casos de disputas eleitorais.

Karki possui formação em ciência política e direito. É advogada desde 1979 e passou a integrar a Suprema Corte em 2009. O movimento da Geração Z apoiou sua nomeação, destacando sua neutralidade e credibilidade.

Dissolução do parlamento provoca reações divergentes

A crise política que levou à renúncia de Oli também resultou na dissolução do Parlamento, uma das principais pautas dos manifestantes. No entanto, a medida provocou reações divergentes: setores da sociedade civil cobram respeito aos procedimentos legais, enquanto partidos políticos pedem soluções constitucionais.

Lideranças da Geração Z exigem a reformulação da Constituição, para que reflita, segundo eles, “a vontade do povo”.

Em resposta à escalada da crise, os presidentes da Câmara dos Representantes e da Assembleia Nacional divulgaram uma declaração conjunta nesta sexta-feira. No texto, lamentam “a perda de vidas e patrimônio durante os protestos da Geração Z ocorridos nesta data, Bhadra 23 e 24 de 2082”, expressando condolências às famílias de manifestantes e policiais mortos, e solidariedade aos feridos.

A nota condena os incêndios e atos de vandalismo registrados, especialmente em prédios públicos como o Parlamento Federal, a Secretaria do Parlamento em Singha Durbar, e demais instituições do governo. “Causaram danos irreparáveis ao país”, afirma o comunicado.

A declaração conjunta conclui afirmando que a Presidência busca uma saída constitucional, comprometida com a soberania, a integridade nacional e o Estado de Direito. “Afirmamos com firmeza que não se deve desviar do constitucionalismo”, diz o documento.

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