O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado, apresentou uma representação para investigar a contratação de dois assessores do gabinete da deputada Erika Hilton (Psol-SP). Segundo o documento, Ronaldo Hass e Índy Montiel, nomeados como secretários parlamentares, atuariam como maquiadores da deputada, o que configuraria desvio de finalidade na utilização de verba pública.
A denúncia aponta que os assessores, embora formalmente contratados para funções legislativas, desempenhariam atividades de caráter pessoal, como a produção de imagem de Hilton. Furtado solicita que o TCU apure a irregularidade e, se confirmada, determine o ressarcimento dos valores pagos aos cofres públicos. O caso também gerou uma representação do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) ao Conselho de Ética da Câmara, que avalia possível quebra de decoro parlamentar.
Erika Hilton rebateu as acusações, classificando-as como “invenção” e “perseguição política”. A deputada afirmou que ambos desempenham funções legislativas essenciais, como apoio em comissões, audiências públicas, elaboração de relatórios e acompanhamento de agendas em São Paulo, Brasília e no exterior. Segundo ela, os dois assessores, que conheceu como maquiadores, possuem “outros talentos” e foram contratados por sua competência. “Quando podem, fazem minha maquiagem, e eu os credito por isso. Mas, se não fizessem, continuariam sendo meus secretários parlamentares”, declarou.
