STF vê reação fraca de Fachin e cobra ajuste interno após CPI
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Justiça

STF vê reação fraca de Fachin e cobra ajuste interno após CPI

Nota do presidente da Corte após relatório amplia tensão entre ministros

Alerta: OAB pede a Fachin fim do inquérito das fake news
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Redação

A reação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ao relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros da Corte foi considerada “tímida” por integrantes do tribunal que falaram com o O Globo e ampliou o mal-estar interno.

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Ministros ouvidos reservadamente avaliam que a nota divulgada por Fachin, após manifestações de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Flávio Dino, aumentou a insatisfação com a forma como a presidência tem reagido a episódios envolvendo a Corte. O posicionamento foi divulgado depois da rejeição do relatório da CPI, derrotado por 6 votos a 4.

Segundo relatos, a reação mais contundente partiu de Gilmar Mendes, acompanhado por Toffoli e Dino, que criticaram o teor do documento e manifestaram apoio aos colegas citados.

Nos bastidores, ministros defendem que Fachin reorganize a articulação interna para conter o desgaste. A avaliação é de que será necessário “zerar o jogo” dentro do tribunal, com redução de declarações públicas e cautela em temas que possam ampliar divergências.

Entre os pontos citados está a discussão sobre um possível Código de Conduta para ministros. Parte da Corte avalia que o tema deve ser adiado para evitar aumento das tensões internas.

Ministros também apontam que a resposta tardia ao episódio deixou o tribunal exposto, especialmente por se tratar da primeira vez em que uma CPI propôs o indiciamento de integrantes do STF.

O desconforto se soma a críticas internas recentes sobre manifestações públicas da presidência e de outros ministros. Para esse grupo, declarações sobre transparência e regras de conduta, embora voltadas a responder pressões externas, acabam ampliando a exposição da Corte em um momento de conflito institucional.

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