O empresário Thiago Miranda, citado em investigação da Polícia Federal sobre a contratação de influenciadores digitais para defender o banqueiro Daniel Vorcaro nas redes sociais, afirmou que a atividade realizada por sua empresa foi uma prestação regular de serviços.
Em nota, Miranda declarou que o trabalho da agência se limitou a serviços de comunicação e gestão de reputação.
“Em relação à reportagem publicada pelo Estadão sobre investigações envolvendo supostas publicações em defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, o empresário Thiago Miranda esclarece que o trabalho desenvolvido pela Agência MiThi esteve restrito à prestação de serviços de comunicação e gestão de reputação, atividade legítima e amplamente praticada no mercado, voltada à construção de narrativas públicas e posicionamento institucional”, afirmou.
Participação no Grupo Léo Dias
Miranda também afirmou que mantém participação societária no Grupo Léo Dias.
Segundo ele, possui 10% do capital social da empresa. A declaração contraria nota divulgada anteriormente pelo grupo, que havia informado o encerramento da relação societária em junho de 2025.
“Thiago Miranda também esclarece que, ao contrário do que foi divulgado em janeiro de 2026 em nota atribuída ao Grupo Léo Dias e repercutida por outros veículos de imprensa, ele permanece no quadro societário do Grupo Léo Dias, com participação correspondente a 10% do capital social da empresa. Não houve protocolo de transferência de cotas nem arquivamento de alteração contratual que formalize eventual desligamento do empresário da sociedade”, declarou.
Até o momento, o grupo não voltou a se manifestar sobre o tema.
Investigação da PF
A Polícia Federal investiga a contratação de influenciadores digitais para publicar conteúdos em defesa do Banco Master e atacar críticos do banqueiro Daniel Vorcaro.
A apuração foi aberta após uma onda de publicações nas redes sociais contra o Banco Central do Brasil, registrada após a liquidação do banco.
Levantamento identificado pela investigação aponta que a mobilização virtual teve pico em 27 de dezembro, com 4.560 publicações direcionadas principalmente ao ex-diretor do Banco Central Renato Dias Gomes.
A PF também começou a ouvir influenciadores que receberam propostas para participar da campanha digital.
Um dos depoimentos colhidos foi do vereador Rony Gabriel, que confirmou ter sido procurado para realizar publicações nas redes sociais relacionadas ao caso.
