O setor de café dos Estados Unidos está em Washington fazendo um esforço direto para evitar que o café importado do Brasil seja taxado em 50% a partir desta sexta-feira (1ª). A iniciativa é liderada por William “Bill” Murray, CEO da NCA (National Coffee Association), maior entidade do segmento no país. Ele viajou de Nova York para a capital a fim de pressionar os parlamentares norte-americanos.
A NCA está explorando a possibilidade de propor à Casa Branca que uma lista de “produtos naturais não existentes nos EUA” seja isenta das tarifas de 50%. A medida beneficiaria o café, já que quase todo o produto consumido nos Estados Unidos é importado, e o Brasil é o principal fornecedor, respondendo por cerca de 35% dos grãos comprados do exterior.
Com 76% da população americana consumindo café, as taxas teriam um impacto direto em empresas e consumidores. Grandes redes como a Starbucks, que compra cerca de 22% de seus grãos do Brasil, teriam custos aumentados, que provavelmente seriam repassados aos preços finais.
Além do café, outros segmentos de produtos naturais, como o de frutas, também seriam beneficiados por uma lista de exceções. A manga é um exemplo: sua produção interna nos EUA é mínima, e o Brasil é o terceiro maior fornecedor, responsável por cerca de 8% das importações.
