Comitiva brasileira alega que servirá para ‘abrir caminho’ para negociações
A missão de senadores brasileiros em Washington tem como principal objetivo distensionar as relações entre Brasil e Estados Unidos, e não negociar as tarifas de 50% impostas por Donald Trump. É o que afirmou o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) e líder da comitiva.
Segundo Trad, uma reunião está agendada para esta terça-feira (29) com pelo menos seis parlamentares dos partidos Republicano e Democrata. No entanto, a comitiva brasileira não deve se encontrar com funcionários do governo Trump.
“Nossa missão tem um intuito principal que é distensionar essa relação entre o Brasil e os Estados Unidos com a nossa contraparte parlamentar”, disse Trad a jornalistas, na saída da residência oficial do Brasil em Washington.
Ele explicou que, ao conquistar isso, a missão espera “proporcionar ambiente e caminho para que quem tem a prerrogativa de negociar, que não somos nós e sim o governo federal, possa sim fazê-lo”.
O senador ressaltou que a informação sobre o encontro está sendo mantida em sigilo para evitar interferências. Questionado se a cautela era para evitar a interferência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Nelsinho Trad preferiu não comentar.
Nelsinho Trad (PSD-MS), senador líder da comitiva brasileira em Washington, falou com jornalistas na saída da Embaixada do Brasil nos EUA.
“Nossa missão tem um intuito principal que é distensionar essa relação entre o Brasil e os EUA”
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— PortaldoDantas (@PortaldoDantas) July 28, 2025
A comitiva brasileira é composta por oito senadores, incluindo, além de Nelsinho Trad, Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado; Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura; Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações; Rogério Carvalho (PT-SE), líder do PT no Senado; Carlos Viana (Podemos-MG); Fernando Farias (MDB-AL); e Esperidião Amin (PP-SC).
Jaques Wagner (PT-BA) expressou uma expectativa “positiva, apesar da dificuldade” para a missão, mas descartou a hipótese de mudança no prazo para a entrada em vigor da alíquota, prevista para a próxima sexta-feira (1ª)
