Relator Alessandro Vieira mira governadores, policiais e o ministro Lewandowski
Instalada nesta terça (4), a CPI do Crime Organizado vai investigar a atuação de facções e milícias em todo o país, ouvir governadores e autoridades e mapear o avanço das cerca de 70 organizações criminosas que operam no Brasil.
O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), quer montar um raio-x completo do crime organizado: das rotas internacionais de drogas na fronteira com Colômbia e Peru, passando pelo tráfico que abastece o Nordeste, até as conexões com milícias e lavagem de dinheiro nos grandes centros urbanos.
A meta é chegar a um plano nacional de segurança pública.
Algo que se deve pensar é sobre o posicionamento de Lula, quando classificou a megaoperação no Rio como uma “matança”.
A declaração foi recebida como um tapa na cara das forças de segurança que arriscaram a vida no confronto.
No plano de trabalho, ele defende o reforço orçamentário da segurança, critica o “baixo investimento federal” e sugere responsabilizar autoridades omissas.
A comissão também pretende analisar modelos de outros países, como o “fast tracking”, um sistema que acelera julgamentos de criminosos reincidentes, para ver o que pode ser adaptado ao Brasil.
