Sem Lula em 2026, Dirceu aquece no banco de reservas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Sem Lula em 2026, Dirceu aquece no banco de reservas

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Por Claudio Dantas

Nada em Brasília ocorre ao acaso. A anulação das condenações de José Dirceu na Lava Jato foi determinada por Gilmar Mendes na segunda-feira 28, um dia após o segundo turno eleitoral. A tramitação do processo no STF indica, porém, que o ministro poderia ter decidido seis meses antes. No domingo, Lula completou 79 anos. É simbólico. A derrota de Guilherme Boulos em São Paulo e o fiasco do PT — e das esquerdas — no país expôs ao público o ocaso da liderança política do petista. Rei morto, rei posto.

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Livre e desimpedido, Dirceu sairá dos bastidores nas próximas semanas, ajustará o rumo do PT — desgovernado na gestão Gleisi Hoffmann — e pode até assumir a Casa Civil em 2025. Uma sucessão no Planalto, porém, depende da saúde mental e física do próprio Lula em 2026. Outra questão a ser resolvida é o atual domínio orçamentário exercido pelo Congresso, tema que está nas mãos de Flávio Dino. O plano de voo do ex-ministro, desde já, contempla seu retorno à Câmara para tentar comandá-la, podendo, assim, conduzir a agenda política e até redirecionar o orçamento.

E o decano do STF será seu principal credor.

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