Presidente dos EUA diz que diheiro depende da vitória do aliado nas eleições argentinas
Trump, afirmou nesta terça-feira (14) que a ajuda econômica à Argentina continuará apenas se o grupo de Milei vencer as eleições de 26 de outubro.
“Se ele [Milei] perder, não seremos generosos com a Argentina”, declarou ao receber o presidente argentino na Casa Branca.

A fala ocorreu poucos dias depois de Washington anunciar um pacote de resgate de US$ 20 bilhões para conter a queda do peso argentino. Trump elogiou Milei e afirmou acreditar em um resultado favorável nas urnas. “Os números nas pesquisas são bons e eles devem melhorar depois de hoje.”
O encontro tratou do programa de assistência financeira dos EUA, coordenado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, que afirmou que a Argentina “luta contra 100 anos de má política econômica” e que uma vitória do governo ajudará a “ampliar a agenda de reformas”.
Apoio político e alinhamento econômico
Milei agradeceu o apoio e elogiou o secretário de Estado, Marco Rubio. “Muito obrigado por me receber e pelo que está fazendo ao mundo livre”, declarou.
O argentino disse enfrentar “ataques políticos de opositores que não querem que a Argentina volte a abraçar a liberdade e insistem em ideias fracassadas que conduzem o país ao socialismo”.
As eleições renovarão 127 cadeiras da Câmara e 24 do Senado. O bloco político liderado por Milei tem hoje minoria nas duas Casas. “Você vai vencer a eleição e estou aqui hoje para fechar esse apoio”, disse Trump. “Estou com você porque acho que sua filosofia está correta.”
Trump mencionou a possibilidade de um acordo comercial com a Argentina, condicionado à adoção do dólar. Ele defendeu a dolarização e criticou o Brics, afirmando que os EUA aplicarão tarifas se o bloco seguir com planos de criar uma moeda alternativa. “O que o Brics fez foi um ataque ao dólar.”
Rubio destacou o fortalecimento das relações dos EUA com países latino-americanos, citando Argentina, El Salvador e Costa Rica. Ele também comentou as eleições da Bolívia, marcadas para 19 de outubro. “A Bolívia tem candidatos que querem se aproximar dos Estados Unidos”, disse.
