O ex-secretário de política econômica do Ministério da Economia na gestão Bolsonaro, Adolfo Sachsida, criticou atual política econômica do governo Lula, sob a liderança de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda. Em entrevista ao programa Alive, do canal Claudio Dantas, Sachsida alertou que a estratégia de aumentar gastos e elevar impostos está pavimentando o caminho para uma “bomba fiscal” e uma crise econômica em 2027, comparável ao período de 2015 e 2016.
Segundo o economista, a principal diferença entre os governos é a visão de crescimento. A gestão Bolsonaro acreditava que o setor privado gera crescimento e, por isso, focava em diminuir impostos e gastos públicos.
“O governo atual gasta, achando que o governo é que gera crescimento econômico. Toda hora ele aumenta o gasto público e, consequentemente, ele tem que aumentar impostos toda hora”, apontou Sachsida.
Sachsida destacou o que considera um excesso de medidas tributárias do governo atual, afirmando que foram 25 medidas para criar ou aumentar impostos desde 2023. Ele usou uma analogia histórica para criticar a carga tributária brasileira:
“Hoje, o governo brasileiro cobra 33% de impostos do brasileiro. Isso quer dizer, a cada três dias que você trabalha, um é de graça para o governo. E o governo ainda quer criar mais imposto, quer aumentar mais imposto”, criticou.
O ex-secretário alertou que a persistência na política de gastos levará o Brasil de volta ao cenário de crise. Ele mencionou um “pacote de reeleição” — anúncios de benefícios sociais —do presidente Lula para o próximo ano que “já passa de 100 bilhões de reais”, o que agravaria a situação.
“É o que vai acontecer se a gente manter o governo Lula no poder. Por que o governo Lula vai gerar 2015 e 2016 de novo?. Porque não para de gastar,” previu Sachsida, enfatizando a importância das próximas eleições para um retorno a uma política econômica “sensata”
Ao traçar uma perspectiva para o futuro, Sachsida defendeu que a melhor política para os mais pobres é a inflação baixa, pois é o que faz o dinheiro do trabalhador render no supermercado.
“A melhor maneira de cuidar do pobre, não tenho dúvidas, é a inflação baixa. […] O Bolsa Família é importantes, mas é importantes se a inflação for baixa, se a inflação é alta, não vale nada isso”, concluiu o ex-secretário.
