Brasil registra recorde de inadimplência: 8 milhões de CNPJs
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Recorde de inadimplência: 8 milhões de CNPJs negativados

Inadimplência
Inadimplência de empresas brasileiras bate recorde em 2025. Foto. Reprodução.

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Por Redação

A inadimplência de empresas bateu novo recorde em julho, alcançando 8 milhões de CNPJs negativados, segundo relatório da Serasa Experian, apurados pela IstoÉ. Os dados indicam aumento de 200 mil empresas inadimplentes em relação ao ano anterior.

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No comparativo com julho de 2024, houve crescimento de 1,1 milhão de pessoas jurídicas inadimplentes, conforme o Indicador de Inadimplência das Empresas. A dívida média atingiu máxima histórica de R$ 3.302,30, com 7,3 dívidas por empreendimento. Somadas, as dívidas chegam a R$ 193,40 bilhões.

As pequenas e médias empresas representam 7,6 milhões dos 8 milhões de CNPJs afetados e concentraram 54 milhões de dívidas negativadas, totalizando R$ 174,1 bilhões.

Por setor, serviços respondeu por 54,1% dos CNPJs negativados, seguido por comércio (33,7%) e indústria (8%). A categoria “outros” — que inclui empresas do ramo financeiro e do terceiro setor — representou 3,2%, e o setor primário, 1%.

“As empresas têm contraído dívidas cada vez mais altas, muito por conta do ambiente de juros elevados e a concessão de crédito mais criteriosa, o que deixa o ambiente está mais restritivo para renegociações de dívidas e prazos”, afirma a economista da Serasa Experian, Camila Abdelmalack. “Observamos que o segundo semestre pode ser ainda mais crítico para os negócios, com as projeções de desaceleração na atividade econômica exercendo uma pressão ainda maior nos ganhos e na margem de lucro, principalmente para aquelas de menor porte”, completa.

O levantamento considera inadimplente toda empresa com ao menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência.

Em abril deste ano, a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) divulgou que 70,29 milhões de pessoas tinham o nome sujo, o equivalente a 43,36% da população adulta do Brasil. 

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