Veja quem são os alvos da nova fase da Operação Sem Desconto
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Veja quem são os alvos da nova fase da Operação Sem Desconto

Operação Overclean chega à nona fase, mira parlamentares e já bloqueou R$ 271,7 milhões por ordem do STF.
Operação Overclean chega à nona fase, mira parlamentares e já bloqueou R$ 271,7 milhões por ordem do STF

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A PF cumpriu mandados contra integrantes de esquema de fraudes no INSS

Durante a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18), a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização suspeita de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Segundo as investigações, os valores descontados indevidamente eram lavados e ocultados por meio de empresas de fachada e associações, estruturando uma organização criminosa organizada em diferentes núcleos.

A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, determinou a prisão preventiva de:

  • Romeu Carvalho Antunes – sucessor operacional de Antônio Camilo, o “Careca do INSS”; gerenciava empresas, criava novas pessoas jurídicas e conduzia operações de lavagem de dinheiro, inclusive internacional.
  • Tiago Schettini Batista – coordenador operacional; articulava a parte financeira e política do esquema e gerenciava pagamentos ocultos.
  • Domingos Sávio de Castro – parceiro de negócios de Antônio Camilo; controlava empresas usadas para ocultação patrimonial.
  • Adelino Rodrigues Junior – responsável pelo fluxo financeiro interno; ajudava a ocultar e movimentar recursos ilícitos, com mais de R$ 500 mil em espécie apreendidos.
  • Rubens Oliveira Costa – gerente operacional; executava lavagem de dinheiro e gerenciava pagamentos vultosos por meio de contratos simulados.
  • Alexandre Caetano dos Reis – contador do grupo; sócio de empresa nas Ilhas Virgens Britânicas, atuava na internacionalização do esquema.
  • Milton Salvador de Almeida Júnior – elo entre administradores intermediários e ordens de Antônio Camilo; gerenciava empresas de fachada e a logística financeira do grupo.
  • Eric Fidelis – filho de ex-diretor do INSS; recebeu mais de R$ 2,2 milhões da organização por meio de empresas de fachada e de sua atuação como advogado.
  • Paulo Gabriel Negreiros – administrador da CBPA; envolvido em fraudes contra beneficiários do INSS, junto com Antônio Camilo e Tiago Schettini.
  • Alexandre Guimarães – ex-diretor do INSS; sócio de empresa de fachada financiada pelo esquema, garantindo cobertura institucional.
  • Rodrigo Moraes – integrante do núcleo financeiro; gerenciava empresas usadas para a circulação de recursos ilícitos.
  • Gustavo Marques Gaspar – ex-assessor parlamentar; participou da criação de empresas, recebimento de propina e ocultação de bens.
  • Alexandre Moreira da Silva – integrante do núcleo financeiro e parceiro de negócios de Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”; intermediou a venda de um imóvel avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões.
  • Sílvio Roberto Machado Feitoza – atuava no fluxo de ocultação e dissimulação da origem dos valores movimentados pelo esquema.
  • Aldo Luiz Ferreira – integrante do núcleo financeiro; responsável pela emissão e circulação de numerário vinculado à organização criminosa.

O ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

Outros investigados também foram submetidos à monitoração eletrônica, além de restrições de deslocamento e de contato uns com os outros: Cristiana Alcantara Alves Zago, Erick Janson Vieira Monteiro Marinho, Heitor Souza Cunha, Roberta Luchsinger, Danielle Miranda Fonteneles, Marcos de Brito Campos Júnior e Hélio Marcelino Loreno.

O pedido de prisão preventiva do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apontado pela PF como um dos líderes do esquema, foi negado pelo STF, após parecer do Ministério Público que destacou a ausência de provas diretas de participação ou recebimento de valores ilícitos.

Operação Sem Desconto

A investigação começou em abril, na primeira fase da operação, e revelou que aposentados e pensionistas do INSS tiveram descontos indevidos para associações e empresas ligadas a Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. A fraude atingiu principalmente idosos que recebiam até dois salários mínimos.

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