O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), fez duras críticas ao governo Lula e ao sistema judiciário brasileiro durante sua participação no programa Alive, do jornalista Cláudio Dantas. O senador questionou a falta de coerência entre as declarações do presidente e as ações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, além de denunciar os privilégios de determinadas categorias do funcionalismo público.
Marinho destacou a contradição entre Lula, que afirmou recentemente que não haveria mais ajuste fiscal, e Haddad, que defendeu medidas para conter os gastos públicos.
“A primeira pergunta que vem à nossa cabeça é: quem está mentindo? É o Lula, que disse que por ele não teria mais nome de fiscal, ou o Haddad, que apresenta uma carta de boas intenções?”, questionou o senador.
O parlamentar também criticou os chamados “super salários” no serviço público, citando casos como o do Ministério Público de São Paulo, onde promotores e procuradores chegam a receber cerca de R$ 1 milhão ao ano, e do Tribunal de Justiça do estado, onde a média salarial supera os R$ 75 mil. Segundo Marinho, apesar de Haddad prometer dar prioridade ao tema, na prática, o governo não demonstra interesse em enfrentar o problema. Ele lembrou que, durante a votação do pacote fiscal, a regulamentação dos supersalários poderia ter sido aprovada, mas a base governista não apoiou a proposta.
Além disso, o senador denunciou a falta de transparência no Judiciário, acusando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de atuar como um “superpoder” que interfere em decisões que deveriam caber ao Executivo e ao Legislativo. Ele citou como exemplo a regulamentação da execução penal, que, segundo ele, deveria ser prerrogativa do governo e do Congresso, e não dos juízes.
Por fim, Marinho criticou a falta de transparência nas ações do Supremo Tribunal Federal (STF), apontando que a população não tem acesso a informações básicas, como a agenda dos ministros e detalhes sobre suas viagens.
“Esse poder que cobra transparência nas emendas parlamentares esconde quem financia as viagens dos ministros do STF, quais empresas estão envolvidas e quem participa dessas reuniões”, destacou.
As declarações do senador reforçam a insatisfação da oposição com o governo Lula e o desequilíbrio institucional no país. Enquanto a população sofre com a carga tributária e o desemprego, os privilégios da elite do funcionalismo e a falta de transparência continuam sendo ignorados pelo governo petista.
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