Quem é ex-assessora de Lira é alvo de operação da PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Quem é ex-assessora de Lira que é alvo de operação da PF

Câmara recorre ao STF para reverter afastamento de assessora investigada em apuração sobre emendas parlamentares
Câmara recorre ao STF para reverter afastamento de assessora investigada em apuração sobre emendas parlamentares

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Mariângela Fialek é investigada por irregularidades na liberação de recursos durante a gestão de Arthur Lira

A ex-assessora do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (12), na investigação de irregularidades na destinação de emendas parlamentares. A operação, batizada de Transparência, cumpre dois mandados de busca e apreensão em Brasília, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, trabalhou como chefe da assessoria especial de Lira entre 2021 e 2024 e, atualmente, ocupa um cargo na liderança do Partido Progressista (PP) na Câmara, com salário de R$ 23.732,92. Ela é investigada por suspeita de envolvimento no esquema de “orçamento secreto”, que permitia a alocação de emendas parlamentares sem a identificação dos responsáveis, mecanismo proibido pelo STF em 2022.

Fialek, que é formada em Direito, tem mais de 20 anos de experiência em funções de assessoramento legislativo e foi uma das principais responsáveis pela liberação dos recursos durante a presidência de Lira na Câmara. A ex-assessora também acumulou cargos no Conselho Fiscal da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba) e na Caixa Econômica Federal, ambos órgãos ligados ao Centrão, e responsáveis pela distribuição de emendas.

De acordo com investigações, Fialek estaria envolvida no controle de mais de R$ 10 bilhões em emendas durante o período de funcionamento do orçamento secreto. Ela é descrita como a principal operadora das emendas de relator, sendo frequentemente procurada por parlamentares que buscavam alocar recursos.

A operação investiga crimes como peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção, e está relacionada a um esquema de desvio de recursos públicos. As buscas foram realizadas na residência e no local de trabalho de Fialek.

Durante sua atuação, Fialek foi responsável por coordenar a liberação de recursos de emendas, especialmente quando Lira estava à frente da Câmara. Ela é vista como uma das figuras centrais no processo de distribuição de verbas durante o período do orçamento secreto.

A operação da Polícia Federal segue em andamento e visa esclarecer as irregularidades apontadas no uso de emendas parlamentares.

A assessoria do ex-presidente da Câmara negou à equipe deste site qualquer envolvimento entre Arthur Lira e Mariângela Fialek, afirmando que ela é “servidora ligada à Câmara”, e não ao deputado. A assessoria também reforçou que não houve buscas no gabinete do parlamentar e que ele não é alvo da operação.

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