Requerimentos de petistas miram advogado e até o partido Novo, enquanto suspeitos do esquema seguem blindados
Parlamentares do Novo afirmaram nesta terça-feira (2) que o PT tenta inverter os papéis na CPMI do INSS ao direcionar requerimentos contra vítimas do suposto esquema de estelionato previdenciário e contra quem as defendeu, enquanto atua para blindar suspeitos da fraude que atingiu aposentados e pessoas com deficiência.
O impasse cresceu após deputados do PT apresentarem pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal do advogado Rafael Rodrigues, filiado ao Novo, que representou uma aposentada vítima dos descontos indevidos. Em outro movimento, houve requerimento que pedia até a quebra de sigilo do próprio Novo, embora as contas partidárias sejam públicas e fiscalizadas pelo TSE.
Os pedidos foram interpretados como tentativa de transformar o defensor em alvo. Documentos apresentados na CPMI mostram que Rafael atuou na defesa de Aparecida de Fátima, aposentada que recebia R$ 1.500 e teve descontos mensais irregulares superiores a R$ 60 por mais de um ano. A ação judicial rendeu a devolução de cerca de R$ 2.500 à vítima, valor repassado à conta do advogado conforme o acordo homologado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Para o Novo, a manobra petista desvia o foco da apuração e reforça a proteção aos investigados. O deputado Marcel van Hattem destacou que, enquanto o PT pede devassa sobre quem representa vítimas, mantém silêncio ou resistência para aprofundar as investigações sobre o esquema bilionário de descontos indevidos.
Os parlamentares do Novo afirmaram que seguirão atuando para investigar todos os envolvidos, apesar das tentativas de esvaziar ou redirecionar a CPMI.
