PT quer criar Guarda Nacional Civil para assumir GLOs no lugar das Forças Armadas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PT quer criar Guarda Nacional Civil para assumir GLOs no lugar das Forças Armadas

PT lança proposta de Guarda Nacional Civil para executar GLOs e defende mudanças na estrutura de segurança pública; ideia reacende debate
PT lança proposta de Guarda Nacional Civil para executar GLOs e defende mudanças na estrutura de segurança pública; ideia reacende debate

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Por Redação

Cartilha do partido propõe PEC para substituir militares nas operações

O PT lançou, nesta sexta-feira (28), o documento “Brasil seguro, família protegida”, que propõe uma PEC para criar uma “Guarda Nacional Permanente de Caráter Civil”. A nova força assumiria as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), hoje executadas pelas Forças Armadas.

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O Brasil já teve uma Guarda Nacional de caráter militar, criada no Império com o objetivo de “defender a Constituição, a liberdade, a Independência e a Integridade do Império”. O órgão foi extinto em 1922. Após os atos de 8 de janeiro, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, passou a defender a recriação da estrutura, desta vez como força civil.

A discussão ressurge após a Operação Contenção, que mobilizou 2,5 mil agentes e resultou em 113 prisões. No total, 122 pessoas morreram, incluindo cinco policiais. O número é o maior já registrado em operações no país e provocou críticas de setores da esquerda ligados a direitos humanos. Desde 1992, o Rio de Janeiro passou por 22 GLOs.

Outras propostas defendidas pelo PT

A cartilha também sustenta a PEC da segurança pública apresentada pelo governo e propõe revogar o decreto do Império que estabelece as Polícias Militares como forças auxiliares do Exército. Segundo o partido, a regra cria um duplo comando — dos governadores e das Forças Armadas. A legenda defende a desmilitarização das corporações, concentrando policiamento ostensivo e investigação em estruturas civis.

Outra frente é a inclusão das guardas civis municipais no capítulo constitucional de Segurança Pública, com princípios como:

  • proteção dos direitos humanos;
  • patrulhamento preventivo;
  • uso progressivo da força.

O PT também retoma a ideia de dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, prevista no plano de governo de Lula. O texto afirma que a proposta “não se consolidou”, mas segue na agenda da sigla.

A cartilha ainda defende a revisão do Código de Processo Penal para regulamentar abordagens policiais e analisar alternativas ao inquérito. O uso de câmeras corporais é classificado como avanço para “segurança do policial e monitoramento de sua atividade”.

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