PSDB do RS lança Aécio como alternativa ao “LuloBolsonarismo”
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Política

PSDB do RS lança Aécio como alternativa ao “LuloBolsonarismo”

Diretório gaúcho defende candidatura própria em 2026 e aposta em Aécio Neves para romper polarizaçã

Aécio Neves diz que PL da Dosimetria não alcança Bolsonaro, apenas condenados por invadirem prédios no 8 de janeiro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O PSDB do Rio Grande do Sul decidiu defender o nome do deputado federal Aécio Neves para a disputa à Presidência da República em 2026. Em carta aberta divulgada pelo diretório estadual, a sigla afirma que busca uma candidatura “acima da polarização estéril” e classifica o cenário político atual como “LuloBolsonarismo”.

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No documento, os tucanos gaúchos afirmam que o país precisa de uma alternativa “capaz de tirar o Brasil do brete ideológico que hoje paralisa nossa nação”. O texto também sustenta que o PSDB manteve independência tanto durante o governo de Jair Bolsonaro quanto na gestão de Lula.

“Acreditamos que para representar esse legado e para resgatar o progresso do Brasil, Aécio Neves é a liderança apropriada e combativa para este momento”, diz a nota do partido no Rio Grande do Sul.

O comunicado foi aprovado pelo diretório estadual e também reforça o apoio ao pré-candidato tucano ao governo gaúcho, Marcelo Maranata. Segundo o texto, uma candidatura de “Centro Democrático” liderada por Aécio seria uma alternativa para eleitores “cansados com o LuloBolsonarismo”.

O presidente do PSDB no estado, Moisés Barboza, afirmou que Aécio reúne “experiência, capacidade de articulação nacional e trajetória de defesa dos valores que construíram o Brasil moderno”.

A movimentação ocorre após o PSDB discutir nacionalmente a possibilidade de lançar Ciro Gomes à Presidência. O ex-ministro, porém, confirmou que disputará o governo do Ceará em 2026. Depois da decisão, Aécio declarou que a sigla seguiria debatendo “alternativas para o Brasil”.

Na carta, o PSDB também resgata realizações históricas associadas aos governos tucanos, como o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundef/Fundeb e a política de medicamentos genéricos. O partido afirma que esses projetos representaram avanços econômicos e sociais no país.

“O Brasil não pode continuar refém de extremos. É hora de oferecer ao país um caminho de centro, com responsabilidade, experiência e compromisso com o futuro”, afirma o documento.

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