ALive: Presidente da Paraná Pesquisas defende 'selo de acerto' do TSE
Brasília, Quarta, 15 de julho de 2026
Política

ALive: “Por que não querer o selo, se confia no trabalho que faz?”

Presidente da Paraná Pesquisas defende proposta de Nunes Marques para reconhecer institutos com melhores resultados

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O programa ALive desta quarta-feira (15) abordou a proposta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, apresentada ontem (14), para criar um selo de reconhecimento aos institutos de pesquisa que mais se aproximarem dos resultados oficiais das urnas. As empresas terão até sexta (17) para enviar contribuições sobre a iniciativa.

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Segundo o presidente do TSE, as sugestões serão usadas para definir os critérios de escolha dos institutos que receberão a premiação. Para Nunes Marques, as pesquisas eleitorais têm papel relevante no debate público.

O presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, que participou do ALive, afirmou ser “extremamente favorável” à proposta. “Nós temos que premiar aqueles que acertam”, defendeu.

Segundo Hidalgo, a iniciativa funciona como uma forma de reconhecimento aos institutos com melhores resultados. “É que nem a história do bom e do mau aluno: o bom aluno, provavelmente, ele quer a premiação. O mau aluno, ele não quer a premiação”, afirmou.

Ele disse ainda que vê a proposta como um “avanço” do TSE e ressaltou que o objetivo da Corte não seria punir “quem não acertar”.

Hidalgo afirmou que veículos de comunicação já realizam avaliações semelhantes ao reconhecer institutos que apresentam resultados próximos aos números oficiais. “Eu acho muito bom o TSE, essa medida do ministro, que ele vai premiar aqueles que mais acertam”.

Na avaliação do presidente da Paraná Pesquisas, a medida também pode incentivar o surgimento de novos institutos no mercado. Segundo ele, empresas menores poderão conquistar reconhecimento da Corte caso apresentem bons resultados.

“Se eu não tiver o selo, não tem problema nenhum. Na próxima, eu vou querer ter o selo. Acertar ou errar faz parte das eleições, certo?”, afirmou.

Para Hidalgo, a proposta “estimula a concorrência” e incentiva os institutos a buscarem maior precisão nas pesquisas.

“Eu acho que vai elevar o nível dos institutos de pesquisa. Vai fazer com que nós [institutos de pesquisa] querermos acertar mais. E vai surgir novas empresas de pesquisas que vocês nem conhecem. Vocês vão ver que, regionalmente, vão ter resultados exemplares”, afirmou.

O presidente da Paraná Pesquisas também questionou a resistência de alguns institutos à proposta. “Por que não querer o selo, se confia no trabalho que faz?”, disse.

Hidalgo afirmou ainda que gostaria que o selo fosse “retroativo”, alegando que seu instituto teria recebido reconhecimentos em eleições anteriores. Segundo ele, caso a certificação existisse no passado, muitos institutos não teriam permanecido no mercado pelo período em que permaneceram.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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