Presidente do RioPrev deixa o país após operação da PF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Justiça

Presidente do RioPrev deixa o país após operação da PF

Após ter prisão mantida, ex-presidente do RioPrevidência tenta delação
O ex-presidente Deivis Marcon Antunes está preso desde fevereiro. Foto: Reprodução

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Por Redação

O presidente do RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, deixou o Brasil no dia 15 de janeiro, em meio à investigação da Polícia Federal que apura aportes de R$ 1 bilhão do fundo no Banco Master. A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (23) e cumpriu mandados de busca e apreensão.

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A apuração investiga suspeita de gestão temerária na autorização dos investimentos. Segundo informações obtidas pelo Estadão, Deivis já tinha conhecimento da possibilidade de ser alvo da operação e vinha evitando permanecer em sua residência, no Rio de Janeiro.

Agentes da Polícia Federal estiveram no endereço do dirigente nesta sexta-feira, mas ele não foi localizado. Deivis embarcou para os Estados Unidos na semana passada. O local exato onde se encontra não foi informado.

Em nota, o RioPrevidência afirmou que Deivis Marcon Antunes “encontra-se oficialmente em período de férias, previamente programadas desde novembro de 2025, nos termos das normas internas vigentes”.

A operação da PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo a sede do RioPrevidência. Além de Deivis, também são investigados o ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que já haviam deixado seus cargos após o avanço das suspeitas relacionadas ao caso Master.

A Polícia Federal apura se as aplicações foram aprovadas de forma irregular e incompatível com a finalidade do fundo previdenciário, expondo servidores públicos a risco elevado. A investigação envolve suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública a erro, fraude à fiscalização, associação criminosa e corrupção passiva.

Batizada de Operação Barco de Papel, a ação não tramita no Supremo Tribunal Federal. A investigação foi autorizada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, em primeira instância.

O RioPrevidência informou ainda que tentava reverter os investimentos feitos em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais. Segundo o fundo, os papéis foram adquiridos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

Em nota oficial, o órgão afirmou que, na ausência do diretor-presidente, a presidência da autarquia é exercida pelo diretor de Administração e Finanças, conforme previsto no regimento interno.

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