Presidente da Jac Motors Brasil vira réu por discriminação contra pessoas com deficiência - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Presidente da Jac Motors Brasil vira réu por discriminação contra pessoas com deficiência

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Por Isac Mascarenhas

Se condenado, Sergio Habib poderá ser preso por dois a cinco anos, além de multa de R$ 30 mil

O presidente da JAC Motors Brasil, Sérgio Habib, tornou-se réu na Justiça de São Paulo por discriminação contra pessoas com deficiência (PCDs) e idosos. Em uma entrevista, Habib afirmou que o governo brasileiro deveria eliminar os descontos fiscais para PCDs como forma de reduzir o preço de carros para os consumidores em geral.

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A declaração foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo, que indiciou o empresário por crimes previstos no Estatuto do Idoso relacionados à discriminação. A promotora Natália Rosalem Cardoso, responsável pela ação, afirmou que a frase configura “uso de meios de comunicação para praticar discriminação“.

Em 13 de maio de 2024, Habib participou do podcast PrimoCast, onde debatia os valores dos automóveis no Brasil e atribuiu o aumento dos preços aos incentivos fiscais para deficientes físicos. “Acaba com deficiente físico“, disse.

Se condenado, o presidente da JAC Motors poderá ser preso por dois a cinco anos, além de multa de R$ 30 mil imposta pela promotora.

Leia a fala completa:

“A gente faz o [desconto fiscal para] deficiente físico. Minha mãe tem 92 anos, se eu escrevo para o governo, falando que eu tenho que levar a minha mãe para o hospital uma vez por mês, para fazer uma visita, porque ela tem 92 anos, eu posso comprar um carro [com desconto para] deficiente. Teu filho quebra perna jogando futebol, você pode comprar um carro [com desconto para] deficiente. Se é surdo de uma orelha, você pode comprar um carro para deficiente”.

“20% das vendas de carros é para deficiente físico. Sabe o que o governo poderia fazer? Acaba com deficiente físico. E você baixa o preço dos carros em 5%. Todo mundo iria comprar carro mais barato. (…). A gente vende carro para deficiente… As pessoas que compram carros para deficientes são gente como a gente”, complementou.

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