O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira (10) que escapou de um possível atentado enquanto se deslocava de helicóptero pelo país. Segundo o próprio mandatário, a equipe de segurança recebeu informações de que a aeronave poderia ser alvo de disparos durante o pouso.
A declaração foi feita durante uma reunião ministerial transmitida pela internet. Petro disse que precisou alterar o trajeto e permanecer horas em voo por não considerar seguro aterrissar no local previsto.
De acordo com ele, a ausência de iluminação no heliporto levantou suspeitas de emboscada. “Não consegui pousar onde deveríamos. Tive medo de que atirassem no helicóptero, com meus filhos dentro”, relatou.
O presidente acrescentou que a aeronave sobrevoou a região marítima por cerca de quatro horas até encontrar condições seguras para chegar ao destino.
Alertas prévios e suspeita de narcotráfico
O chefe de Estado afirmou que vem recebendo avisos há meses sobre um suposto plano organizado por narcotraficantes para assassiná-lo. A denúncia também foi divulgada nas redes sociais por integrantes do governo, que mencionaram inclusive ameaças direcionadas à família presidencial.
Petro sustenta que o complô envolveria grupos criminosos ligados ao tráfico internacional e dissidências guerrilheiras. Autoridades colombianas ainda não apresentaram detalhes oficiais sobre a ocorrência.
Clima eleitoral
O episódio acontece a três meses das eleições presidenciais — nas quais Petro não pode concorrer novamente — em meio ao recrudescimento da violência armada no país. O processo eleitoral ocorre sob tensão, após ataques recentes contra figuras políticas e confrontos envolvendo organizações ilegais.
A Colômbia mantém histórico de atentados contra líderes públicos. Desde que assumiu em 2022, Petro já relatou outras ameaças e sua equipe de segurança também foi alvo de ataques armados em deslocamentos pelo território colombiano.
