“Prefiro relação com Lula do que com governo anterior”, diz Hugo Motta
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Política

“Prefiro relação com Lula do que com governo anterior”, diz Hugo Motta

Presidente da Câmara afirma que parlamentares eram “coagidos” em gestões passadas

Lula e Hugo Motta
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em entrevista à Rádio TMC nesta terça-feira (12) que considera mais equilibrada a relação do Congresso Nacional com o governo do presidente Lula (PT) do que a mantida com a gestão anterior.

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Segundo Motta, o ambiente atual entre Executivo e Legislativo é marcado por diálogo, respeito institucional e maior independência do Parlamento. O deputado afirmou que, em governos anteriores, parlamentares sofriam pressão para aprovar matérias de interesse do Palácio do Planalto.

“Prefiro muito mais o governo atual, que mantém uma relação de harmonia, diálogo e respeito, do que a relação antiga, quando os parlamentares ficavam com o pires na mão e eram coagidos pelo Executivo para aprovar matérias”, declarou.

O presidente da Câmara atribuiu a mudança ao fortalecimento da autonomia do Congresso e ao novo modelo de emendas parlamentares, que hoje possuem caráter impositivo. Para ele, a relação mais equilibrada entre os Poderes permite debates com menos subordinação política.

“Essa relação de igualdade ajuda o país e permite que os temas sejam discutidos com mais responsabilidade, sem dependência e sem subserviência”, afirmou.

Durante a entrevista, Motta também rebateu críticas às emendas parlamentares e defendeu o instrumento como mecanismo importante de política pública. Segundo ele, há diferença entre recursos destinados a obras e ações nos municípios e os chamados “penduricalhos” recebidos acima do teto constitucional por integrantes do serviço público.

“Fazer comparação entre emenda e penduricalho é não entender de política pública. Emenda melhora a qualidade de vida da população, principalmente onde o governo muitas vezes não consegue chegar”, disse.

O parlamentar ainda comentou a PEC que prevê mudanças na jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1. De acordo com Motta, a discussão avançou dentro da comissão especial da Câmara e há entendimento em torno de um modelo de trabalho em escala 5×2, com carga semanal de 40 horas sem redução salarial.

O presidente da Câmara afirmou que trabalhadores merecem mais tempo para descanso, convívio familiar e cuidados com a saúde.

“Os trabalhadores merecem mais qualidade de vida. Isso também contribui para melhorar a produtividade no ambiente de trabalho”, declarou.

Motta também voltou a defender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso para rever critérios de punição relacionados aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A declaração ocorre após o ministro Alexandre de Moraes suspender os primeiros pedidos baseados na nova legislação até que o plenário do STF analise ações sobre a constitucionalidade da norma.

Segundo o presidente da Câmara, o Congresso irá defender no Supremo a aplicação da lei aprovada por ampla maioria nas duas Casas.

“O caminho aprovado pelo Congresso foi claro, inclusive com derrubada do veto presidencial. Vamos defender a aplicabilidade da dosimetria”, afirmou.

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