“Policial é o herói, não o vilão”, diz chefe da Polícia
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

“Policial é o herói, não o vilão”, diz chefe da Polícia sobre megaoperação no Rio

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Delegado diz que o Comando Vermelho sofreu o maior revés da sua história

O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, afirmou nesta quarta-feira (29) que a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão foi uma ação legítima do Estado e representou “o maior revés da história do Comando Vermelho”. Em coletiva, Curi defendeu os policiais mortos e feridos e rebateu críticas à operação.

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O policial é o herói. O policial que foi lá ontem, os mais de 2.500 policiais que estavam lá, estavam pelo Seu João, pela Dona Maria, pelo Seu José, pelo Seu Antônio. Pessoas de bem, oprimidas por narcoterroristas que ficam na porta de casa com fuzis e granadas.

Curi afirmou que não vai admitir que os agentes sejam tratados como vilões. “Ontem o filho do chefe da facção disse que por trás do fuzil há uma pessoa. Sobrou até para o fuzil. O policial está sendo tratado como vilão, e nós não vamos admitir isso.

O delegado classificou a ação como o maior golpe contra o crime organizado desde a fundação do Comando Vermelho, no fim da década de 1970. “Nunca houve uma ação com tanto impacto em armas, drogas e lideranças. O que fizemos ontem supera até a operação do Complexo do Alemão, em 2010.

Durante a coletiva, Curi também criticou o uso político de informações e as tentativas de desqualificar a operação. “É imperativo desconstruir as mentiras e as falsas narrativas propagadas por aqueles que se autodenominam ‘ativistas’ e que buscam condenar a ação.

Ele destacou que a operação foi planejada com base em mais de um ano de investigações, envolvendo cerca de 180 mandados de busca e 100 de prisão. “Quem optou pelo confronto foi neutralizado. A reação da polícia depende da ação do criminoso. Quem não optou pelo confronto foi preso.

Segundo o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, a estratégia incluiu o uso de tropas do Bope na parte alta da Serra da Misericórdia, o que ele chamou de “muro do Bope”. “Essa linha de contenção empurrou os criminosos para o topo da montanha.

O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, disse que “as vítimas dessa operação são os quatro civis feridos e os quatro policiais que perderam suas vidas”, e destacou o avanço do narcoterrorismo no estado. “O maior desafio das forças de segurança é enfrentar essa criminalidade violenta, de características terroristas, que insiste em atacar o Estado e a população.

Curi encerrou reafirmando que todos os registros e imagens de câmeras corporais serão entregues aos órgãos de controle. “Esses fuzis custaram o sangue dos nossos policiais. Todas as premissas foram cumpridas, e as imagens serão entregues.

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