Rio reconhece o sacrifício de quem deu a vida para enfrentar o crime organizado
Quatro policiais mortos na operação do Complexo do Alemão serão condecorados com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem, proposta pelo deputado estadual Marcelo Dino (União Brasil), também policial militar, foi aprovada nesta quarta-feira (29), um dia após as mortes.
Os familiares das vítimas serão convidados para a cerimônia póstuma que acontecerá no plenário da Alerj. Durante a sessão, os deputados prestaram um minuto de silêncio, em respeito aos agentes que tombaram em serviço.
Serão homenageados os policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos do Bope, e os policiais civis Rodrigo Velloso Cabral e Marcus Vinicius Cardoso de Carvalho. Todos morreram durante confronto com criminosos fortemente armados, em mais uma operação marcada pela coragem e pelo risco extremo.
“Eles saíram de casa para defender o povo do Rio, não para morrer. É fácil criticar a polícia de dentro do ar-condicionado, difícil é subir o morro com tiro de fuzil passando por cima da cabeça”, disse Marcelo Dino, emocionado.

Durante a fala, o deputado relembrou a última conversa de um dos policiais com a esposa e pediu doações de sangue para os colegas que ainda lutam pela vida no Hospital Getúlio Vargas, entre eles o delegado Bernardo Leal Annes Dias, que permanece em estado grave.
As doações podem ser feitas no Hemorio, informando o nome completo dos pacientes, Bernardo Leal Annes Dias, Leandro Oliveira dos Santos, Rodrigo Vasconcelos do Nascimento e Rodrigo da Silva Ferreira Soares.
A homenagem reacende o debate sobre o papel da polícia no Rio de Janeiro. Enquanto parte da esquerda prefere apontar o dedo e chamar operação policial de “genocídio”, a realidade é que são os agentes que morrem para proteger quem está do outro lado do muro. São pais, filhos e maridos que saem de casa sem saber se voltam e mesmo assim, seguem firmes.
A Medalha Tiradentes é um reconhecimento simbólico, mas necessário. Em tempos em que criminosos são vitimizados e heróis são julgados, lembrar o sacrifício desses homens é reafirmar que o lado certo é o da lei, da ordem e da coragem.
