Metanol de bebidas adulteradas foi comprado em postos do ABC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Polícia revela que metanol usado em bebidas adulteradas foi comprado em postos do ABC Paulista

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

Postos são investigados por vender etanol adulterado com metanol, usado em bebidas que provocaram mortes

A Polícia Civil de São Paulo identificou dois postos de combustível suspeitos de vender etanol adulterado com metanol, usado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas que causaram duas mortes: Um dos postos fica em São Bernardo do Campo (SBC) e o outro em Santo André, no ABC Paulista, sendo este último apontado como principal fornecedor.

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Nesta manhã (17), agentes da corporação realizaram uma nova operação contra um grupo suspeito de fabricar e vender as bebidas adulteradas. Ao divulgar o balanço da ação durante coletiva de imprensa, o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou que a principal hipótese dos investigadores é que a fábrica tenha distribuído bebidas contaminadas para a maioria dos estabelecimentos envolvidos nos casos de intoxicação.

“É uma hipótese que nós já constatamos com três lugares [para] que ela distribuiu. Duas [mortes] a gente já comprovou que saíram dali”, disse Dian na coletiva. “Quatro mortes ainda estão sob investigação para determinar se também têm origem na mesma fábrica”.

O Brasil registra 41 casos de intoxicação por metanol, além de ter registrado oito mortes, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde. São Paulo concentra 60,81% das notificações. 469 casos foram descartados em todo o país.

De acordo com o delegado-geral, “por enquanto não há suspeita de outra fábrica clandestina” envolvida. “Essas outras quatro mortes, de onde saiu essa bebida [que provocou os óbitos] a gente vai constatar ainda”, completou.

Na fábrica em São Bernardo, foram encontradas bombonas de etanol comprovadamente contaminadas com metanol. “O combustível [apreendido] foi comprado nesses postos de gasolina [do ABC] e foi constatado que essas bombonas continham o etanol com o metanol”, explicou Dian, citando os pagamentos efetuados pela mulher apontada como proprietária do local e por membros de sua família.

Ao ser questionado sobre eventual participação de facções criminosas na adulteração das bebidas, o delegado afirmou que não há “apontamento de crime organizado na fabricação de bebidas”. Já sobre a compra de combustível adulterado e a ligação do PCC com a atividade, disse que a atuação da facção ocorre “da bomba pra trás”, mas que “da bomba pra frente a gente não tem essa constatação”.

A polícia afirma que a proprietária da fábrica e seus familiares — marido, pai e cunhado — são especializados em falsificação. A investigação agora busca saber se donos de bares e distribuidoras tinham conhecimento da compra de bebidas adulteradas.

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