Mais de 570 veículos foram vandalizados desde maio
A Polícia Civil de São Paulo apura se a série de ataques contra ônibus registrada desde o fim de maio faz parte de uma ação coordenada. O levantamento da SPTrans e da Artesp aponta 579 veículos vandalizados na capital, Grande São Paulo e Baixada Santista.
A maior parte dos ataques ocorreu nas zonas Sul e Oeste da capital. Segundo a investigação, três empresas concentram mais da metade dos casos: Mobibrasil (40), Transpass (28) e Viação Grajaú (26). A polícia não descarta a possibilidade de envolvimento de facções criminosas, influências digitais ou sabotagem por empresas que perderam contratos públicos.
Distribuição dos ataques por região da capital:
- Zona Sul: 85 ataques (44%)
- Zona Oeste: 65 ataques
- Zona Leste: 19 ataques
- Centro: 16 ataques
- Zona Norte: 6 ataques
Além da capital, os casos se espalham por 23 municípios, incluindo Barueri, Osasco, Diadema, Santos, São Bernardo do Campo e São Vicente.
Dias e locais mais atingidos
Os ataques ocorrem com maior frequência entre quintas e sábados. As vias com mais registros são:
- Av. Cupecê (20)
- Rod. Raposo Tavares (13)
- Av. Senador Teotônio Vilela (12)
- Avs. Corifeu de Azevedo Marques, Sapopemba e Vereador João de Luca (8 cada)
- Avs. Faria Lima e Interlagos (7 cada)
Apesar do número elevado de casos, apenas 191 boletins foram registrados até 5 de julho. A SPTrans afirma que o registro de BO não é obrigatório, sendo exigida apenas a comunicação da ocorrência para retirada do veículo de circulação.
Prisões
Três homens foram presos e um adolescente apreendido. Entre os detidos está Éverton de Paiva Balbino, acusado de lançar uma pedra contra um ônibus e ferir uma passageira na Av. Washington Luís. A Polícia Civil afirma que ele é filho de um motorista de ônibus, sem ligação com os crimes. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio e dano ao patrimônio.
Linhas de investigação
A polícia trabalha com três hipóteses principais:
- Ação orquestrada por facção criminosa (PCC);
- Influência de desafios em redes sociais;
- Sabotagem por empresas que perderam contratos com a prefeitura.
As investigações seguem em andamento. Nenhuma linha de apuração foi descartada.
