Planalto confirma saída de Lewandowski de Ministério amanhã
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Planalto confirma saída de Lewandowski de Ministério amanhã

Governo Lula diz que não tinha conhecimento prévio do contrato entre Ricardo Lewandowski e o Banco Master e nega conflito de interesses no caso.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministro comunicou hoje decisão a Lula

O Palácio do Planalto confirmou que o ministro Ricardo Lewandowski, vai deixar o comando do Ministério da Justiça amanhã (9). O ministro reuniu-se com o presidente Lula e definiu sua saída do governo.

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A conversa com Lula ocorreu antes da cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos atos de 8 de janeiro. O ministro discursou no evento e deixou o local ao lado do presidente.

De acordo com o O Globo, Lewandowski informou a Lula que a decisão foi motivada por razões pessoais, com o objetivo de dedicar mais tempo à família e aos netos.

O presidente ainda não definiu um nome para substituir o ministro. Auxiliares avaliam a possibilidade de uma transição interna, com um secretário assumindo o comando da pasta de forma interina.

Integrantes do governo afirmam que Lula pretende discutir a sucessão com aliados nos próximos dias. Um dos nomes citados nos bastidores é o do advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, considerado próximo ao presidente.

Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça em fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal. Ele sucedeu Flávio Dino, que deixou a pasta para assumir vaga no STF.

A passagem de Lewandowski pelo MJ foi marcada por medidas que concentraram críticas da oposição. A gestão conduziu a elaboração da PEC da Segurança Pública, rejeitada por governadores por ampliar o controle da União sobre estados. A pasta editou o novo decreto de armas e promoveu mudanças na fiscalização dos CACs, medidas vistas como restritivas ao cidadão legal e geradoras de insegurança jurídica.

A gestão enfrentou desgaste após a fuga inédita de presos em um presídio federal em Mossoró, episódio que expôs falhas no sistema penitenciário.

Além do mais, a condução do inquérito do caso Marielle Franco foi criticada por suposta politização. Ao longo do período, Lewandowski também foi alvo de questionamentos por alinhamento com o Supremo Tribunal Federal e pela ausência de resultados concretos no enfrentamento ao crime organizado.

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