PL protocola pedido de abertura de CPI do Master na CLDF
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

PL protocola pedido de abertura de CPI do Master na CLDF

Comissão investigaria suspeitas na relação entre o BRB e o banco de Vorcaro

PF identifica risco sistêmico no caso Banco Master, cita cessões suspeitas de créditos e transferência de R$ 9 milhões a pai de Vorcaro.
Foto: Banco Master/Divulgação

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Por Redação

O PL protocolou um pedido de abertura de CPI na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para investigar suspeitas de irregularidades na relação entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o Banco de Brasília (BRB).

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Entre os parlamentares do PL na CLDF, apoiaram a iniciativa os distritais Joaquim Roriz Neto, Thiago Manzoni e Roosevelt Vilela. O distrital João Cardoso, atualmente no Avante e em processo de migração para o PL, também aprovou o requerimento.

Para começar a tramitar, o pedido precisa do apoio mínimo de oito deputados. A CLDF tem 24 parlamentares.

Outra tentativa de instalar uma CPI, apresentada pelo bloco PSOL-PT, aguarda assinaturas desde novembro de 2025. Na época, o PL integrava a base do governo e não aderiu à iniciativa.

Até o início da tarde de ontem (10), o requerimento da oposição reunia 7 assinaturas, enquanto o do PL tinha 4. Nenhum deles atingiu, até agora, o número mínimo necessário para abertura da comissão.

Sem acordo até o momento, os 24 deputados distritais devem se reunir para discutir um possível formato para a comissão, incluindo a divisão dos cargos de presidente e relator. A data do encontro ainda não foi definida.

Ao comentar sobre a CPI na CLDF, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que o partido decidiu apresentar um pedido próprio para evitar que a oposição ao governador Ibaneis Rocha conduzisse a investigação.

“Essa foi uma decisão partidária que foi motivada por um senso de responsabilidade para com o povo do Distrito Federal. Aquela pessoa quem toma a iniciativa da CPI, ela possivelmente será o presidente ou o relator. E nós não queremos entregar isso para aqueles que vão fazer o uso político dessa situação”, disse Kicis.

“Em nenhum momento nós tomamos uma decisão: vamos romper com o governo e, por isso, vamos entrar com uma CPI. Nós simplesmente vimos que não era mais possível não fazer essa CPI, mas a gente não quer entregá-la nas mãos de pessoas que vão querer usar isso para tentar fazer ganho político em ano eleitoral”, completou.

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