Durante o programa ALive desta quarta-feira (18), o apresentador Claudio Dantas criticou o PL da “misoginia digital”. Para ele, a proposta é uma forma da esquerda de censurar a população brasileira e “se blindar de críticas”.
“PSOL, PT e PSB, vocês não conseguem se livrar desse ranço autoritário de vocês?”, indagou. “Vocês só sabem impor a vontade de vocês de forma autoritária? Calando, prendendo, censurando, assassinando, é isso?”
“Só assim que vocês conseguem convencer as pessoas dessas ideias medíocres de vocês?”, continuou.
O projeto define como “misoginia digital” conteúdos ou condutas que “discriminem, desumanizem ou incentivem violência contra mulheres, incluindo ataques coordenados, discursos de ódio e uso de tecnologias como deepfake para exposição ou humilhação”. O texto também estabelece que mulher é “toda pessoa que se identifica e se reconhece no gênero feminino, inclusive mulheres trans, travestis e pessoas não binárias que assim se identifiquem”.
“Ou seja, mulher é qualquer coisa”, criticou Dantas. “Mulher é qualquer coisa. Então, pessoa não binária é mulher. Pessoa transexual é mulher. Pessoa travesti é mulher. Isso significa o quê? Que a mulher não é mulher, tá certo?”.
“Agora eu te pergunto, cadê a ciência por trás disso? Tem ciência nisso? Não, não tem ciência”, afirmou.
Para o apresentador do ALive, o PL é “quase um véu islâmico” para a esquerda: “É um véu que ele simplesmente está encobrindo a covardia, a falta de coragem dessas que estão propondo isso, de debater a realidade dos fatos”.
“Eles usam essa cartinha […] para se proteger, manipular o debate, construir uma narrativa de superioridade, aí sim, de supremacia trans, tá certo? De supremacia trans, de supremacia identitária”, disse.
“O que vocês querem é oprimir a maioria, oprimir os rivais políticos, oprimir os críticos, oprimir qualquer um que expresse qualquer opinião divergente, aliás, divergente inclusive do seu campo político”, afirmou Dantas, ao citar o caso de uma ativista processada por Erika Hilton (Psol) que disse que “trans não são mulheres”. A parlamentar perdeu a ação.

“Mulher é quem nasceu mulher e ponto final”
A cientista política Júlia Lucy, que participou do ALive de hoje, também criticou a proposta e a classificou como um “verdadeiro lixo”: “Tudo será resolvido quando as pessoas entenderem que a menor minoria é o indivíduo, quando as pessoas entenderem que homens e mulheres são iguais perante a lei em termos de obrigações e de direitos, o que não significa que a gente não seja e não reconheça as diferenças biológicas entre homem e mulher”.
“A pauta woke chegou e se implantou no Brasil quase que sem oposição”, afirmou, em crítica à direita. Segundo Lucy, a “esquerda progressista” conseguiu “dominar a agenda cultural” e criar “um medo tão grande que a gente foi abrir mão de falar”.
“O grande problema é a gente ter aceitado a ideia de que alguém pode se transformar numa mulher”, disse. “Esse conceito de mulher aí está absolutamente errado”.
“Mulher é quem nasceu mulher e ponto final. Não é porque a pessoa gostaria de ser mulher e começa a se vestir como mulher e começa a fazer mudanças no seu corpo que ela vai se transformar numa mulher. Não vai”, afirmou a cientista polícia. “O ser mulher é algo dado com o nascimento do indivíduo”.

A advogada Carol Sponza também criticou o PL da “misoginia digiral”. Para a também cientista política, a proposta se apresenta como “proteção feminina”, mas é uma “casca de banana” contra mulheres.
“A liberdade de credo e a liberdade de opinião, a liberdade de [que] não existe censura para tudo aquilo que você fala é muito mais forte do que simplesmente uma parte da sociedade tentar impor aquilo que ofende eles, porque eles acham que agora tem que se definir como mulher”, afirmou Sponza ao comentar a proposta.

