A empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos irá depor na próxima segunda-feira (23) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), substituindo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na oitiva anteriormente prevista.
A mudança ocorre após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu caráter facultativo à presença de Vorcaro na comissão. Ou seja, o empresário não é obrigado a comparecer.
Na pauta da 31ª reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, divulgada pela Secretaria-Geral da Mesa do Congresso Nacional consta a atualização. O documento registra “alteração do depoente” no dia 20 de fevereiro, às 15h31.
A sessão está marcada para as 16h, no Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho, Plenário nº 2. A comissão é presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e tem como relator o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Quem é Ingrid
Ingrid é esposa de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado pela Polícia Federal como assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes. A entidade está entre as investigadas por suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
A empresária já teve os sigilos bancário e fiscal quebrados por determinação da própria CPMI. A convocação dela havia sido aprovada ainda em outubro do ano passado.
Em maio, Ingrid foi alvo de uma das fases da operação da Polícia Federal que apura um esquema de descontos fraudulentos aplicados sobre benefícios pagos pelo INSS. A investigação busca identificar o fluxo financeiro e os responsáveis pela autorização de cobranças associativas consideradas irregulares.
CAE
Além da CPMI, Daniel Vorcaro é aguardado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que criou um grupo de trabalho para acompanhar os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. Assim como na comissão mista do INSS, a presença dele no colegiado do Senado também é facultativa.
Até o momento, não há confirmação sobre eventual comparecimento do banqueiro à CAE.
