PGR impõe 'lei da mordaça' no MP
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
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PGR impõe ‘lei da mordaça’ no Ministério Público

Lula cumprimenta Paulo Gonet durante a cerimônia de posse
Foto: ANDRE VIOLATTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Por Claudio Dantas

Paulo Gonet e seu vice, Hindenburgo Chateaubriand, resolveram fechar o cerco às críticas de integrantes do Ministério Público, especialmente depois que alguns membros resolveram externar indignação quanto à participação do PGR na degustação de whisky de luxo, em Londres, num evento financiado pelo Banco Master.

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Portaria editada no dia 30 de abril, por Hindenburgo, “institui e disciplina o uso de lista de distribuição de mensagens eletrônicas no sistema de correio eletrônico institucional do Ministério Público Federal, denominada Rede Institucional”.

No documento, a cúpula do MPF limita as postagens dos membros do MP “ao esclarecimento de dúvidas quanto à aplicação de normas ou atos institucionais, não se prestando ao envio de análises críticas ou de propostas alternativas acerca dos atos editados”.

E alerta que a Corregedoria “acompanhará o eventual descumprimento das regras de uso”. Desde então, a rede tradicionalmente usada para trocas de impressões e comentários de servidores em nível nacional caiu de 1 mil para cerca de 300 membros.

Até mesmo manifestações de apoio a candidaturas ao Conselho Superior do MPF estão sendo patrulhadas. Em email enviado aos colegas, o corregedor Elton Ghersel alerta para “os termos da portaria 266, em seu artigo 3”. “A Corregedoria relembra que a rede institucional não é o foro adequado para felicitações ou adesões a candidatura ao CSMPF”, escreveu.

Antes da portaria, a rede era usada para debates em geral, críticas a posturas da administração, trocas de informação sobre temas e situações, uma espécie de fórum de debate. A PGR alega que a portaria busca otimizar a comunicação interna entre os membros.

DELAÇÃO SOB ANÁLISE

Como noticiamos mais cedo, a defesa de Daniel Vorcaro entregou à PGR e à PF uma proposta de colaboração premiada. Gonet tem resistido a aceitar o acordo e tampouco se declarou impedido de analisar o caso, mesmo tendo participado do evento em Londres, ao lado de Alexandre de Moraes, do STF, e Andrei Rodrigues, da PF.

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