Guiga, o terror de Lula e PT - Claudio Dantas
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
Justiça

Guiga, o terror de Lula e PT

Publicitário é citado como articulador entre Banco Master e entorno político de Jaques Wagner

Guiga, o terror de Lula e PT
Foto: Divulgação

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Por Redação

O publicitário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como “Guiga”, alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18) por atuar como articulador do Banco Master junto ao senador Jaques Wagner, já era conhecido da corporação por outro escândalo e é apontado como um nome que “fez tremer o PT”.

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De acordo com o jornalista Cláudio Magnavita, colunista do Jornal Correio da Manhã, o envolvimento de “Guiga” abala o PT “muito mais do que as apreensões” contra o parlamentar petista.

O publicitário baiano é amigo de longa data de Jaques Wagner e ex-marido da atual esposa do senador. Segundo relatórios da Polícia Federal, que embasaram a operação, ele atuava como “lobista”, fazendo a articulação entre o núcleo empresarial do banco de Daniel Vorcaro e o entorno pessoal de Wagner.

Segundo Magnavita, a atuação de “Guiga” como “articulador político e lobista” não se limita a Wagner; historicamente, seu trânsito e influência se estendem aos principais nomes da cúpula nacional e nordestina do PT.

Devido ao perfil de relações públicas de alto escalão e à proximidade familiar com Wagner, “Guiga” consolidou pontes estratégicas ao longo das últimas décadas. Relatórios de auditorias e investigações antigas da Polícia Federal, como a Operação Satiagraha, apontaram que Sodré “apresentava-se no meio empresarial como alguém ‘muito próximo’ do presidente Lula para abrir portas políticas”.

Na atual fase da Operação Compliance Zero, interlocutores ouvidos pelo jornalista afirmam que “as movimentações de seu grupo buscavam blindagem e influência em pautas de interesse bancário diretamente no Congresso Nacional e junto ao Governo Lula”.

Em 2006, relembra o colunista, “Guiga” foi o “responsável direto” por aproximar o então governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, e a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele teria intermediado o empréstimo de um iate de luxo de um empresário baiano para um encontro de lideranças petistas em Salvador, segundo o relato citado.

Já no âmbito regional da Bahia, “a influência de Guilherme perpetuou-se por meio de sua família”. Seu filho, Eduardo Sodré Martins (enteado de Jaques Wagner) e também alvo da operação desta quinta-feira (18), “foi integrado ao primeiro escalão do governo estadual comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), assumindo o cargo de secretário do Meio Ambiente da Bahia”.

Conforme as investigações da Polícia Federal, “essa estrutura e os cargos políticos eram utilizados para dar musculatura e credibilidade às cobranças e pressões financeiras feitas a investidores e operadores privados”.

Durante a Operação Satiagraha, a PF identificou em 2008 Guilherme Sodré como porta-voz político e principal lobista de Daniel Dantas, banqueiro investigado.

Auditorias internas apontaram que a Brasil Telecom, então controlada pelo Opportunity, repassou R$ 255 mil a “Guiga” por serviços classificados como “lobby”, com a finalidade de usar sua influência junto ao governo petista para destravar interesses societários da empresa.

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