PF prende Rodrigo Bacellar por suspeita de vazar operação que prendeu TH Joias
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PF prende Rodrigo Bacellar por suspeita de vazar operação que prendeu TH Joias

O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil) — Foto: Divulgação
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Por Redação

Mandados foram autorizados pelo STF; PF aponta obstrução da investigação contra esquema ligado ao CV

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso nesta quarta-feira (3) pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Segundo a PF, ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro e que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias.

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Para a Polícia Federal, o vazamento por agentes públicos interferiu diretamente na apuração coordenada pela Zargun, causando obstrução da investigação. Os agrentes cumpriram um mandado de prisão preventiva, oito de busca e apreensão e um de intimação para medidas cautelares, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.

A ação faz parte das medidas determinadas pelo STF no âmbito da ADPF das Favelas, que ordenou que a PF conduzisse investigações sobre grupos criminosos violentos no Rio e suas ligações com agentes públicos.

TH Joias — Thiego Raimundo dos Santos Silva — foi preso em 3 de setembro por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele era investigado por negociar armas e acessórios para o Comando Vermelho e por utilizar o mandato para favorecer a facção, inclusive nomeando aliados para cargos na Alerj.

A Operação Zargun, cujo suposto vazamento resultou na ação desta quarta-feira, cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, além de sequestrar bens avaliados em R$ 40 milhões. A apuração apontou um esquema envolvendo TH, chefes do Comando Vermelho e outros agentes públicos, como um delegado da PF, policiais militares e ex-secretários.

Segundo a PF, a organização se infiltrava na administração pública para garantir impunidade e acesso a dados sigilosos, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais.

No âmbito estadual, o MPRJ denunciou TH e outros quatro acusados por associação para o tráfico e comércio ilegal de armas. O grupo atuava nos complexos da Maré, Alemão e Parada de Lucas, movimentando grandes quantias em espécie e facilitando a compra de armas e drogas.

A operação desta quarta-feira foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (Ficco/RJ), composta pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Polícia Civil e Ministério Público do Estado.

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