Delegado liderou as apurações sobre o atentado de 2018 contra o então candidato à Presidência
A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (17), o delegado Rodrigo de Melo Teixeira, ex-integrante do alto escalão da corporação, em uma operação que investiga corrupção em órgãos ambientais e no setor de mineração, segundo informações da CNN Brasil. Ele chefiou a Diretoria de Polícia Administrativa entre 2023 e 2025.
Em 2018, quando Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), Rodrigo de Melo estava à frente da investigação do caso na PF em Minas Gerais. À época, ele era delegado regional de Combate ao Crime Organizado e comandou o inquérito.
No inquérito sobre o atentado, o delegado concluiu — em mais de uma ocasião — que Adélio Bispo agiu sozinho e que não houve mandante identificado, conclusão que foi alvo de críticas de aliados do ex-presidente.
A prisão desta quarta faz parte de uma ofensiva da PF que mira um esquema de corrupção e favorecimento envolvendo estruturas ambientais. A corporação não detalhou, até o momento, todos os desdobramentos da ação que atingiu o ex-diretor. Atualmente Rodrigo atuava na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, ligada ao Serviço Geológico do Brasil.
