PF investiga esquema biometria duplicada benefícios INSS
Brasília, Quarta, 22 de julho de 2026
Política

PF investiga esquema que usou biometria para fraudar benefícios do INSS

Operação Dupla Face apura obtenção irregular de BPC com documentos falsos; prejuízo aos cofres públicos supera R$ 436 mil

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (22), a Operação Dupla Face para investigar um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que teria utilizado documentos falsos e uma mesma biometria vinculada a diferentes identidades civis para obter benefícios assistenciais de forma indevida durante cerca de dez anos.

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Segundo a PF, a investigação aponta que o grupo criminoso utilizava registros civis distintos, cada um com um Cadastro de Pessoa Física (CPF) diferente, mas associados à mesma identificação biométrica. O objetivo era obter irregularmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

De acordo com os investigadores, os pagamentos realizados por meio dos benefícios fraudados ultrapassam R$ 436 mil.

Operação no Amapá

A operação cumpriu um mandado de busca e apreensão em Macapá (AP). As investigações tiveram início após a identificação de inconsistências cadastrais que revelaram o uso da mesma biometria em dois registros civis diferentes, ambos vinculados a beneficiários da assistência social.

Durante as apurações, a Polícia Federal também encontrou indícios de irregularidades na concessão e no desbloqueio dos benefícios para contratação de empréstimos consignados.

Outro ponto identificado foi o acesso aos sistemas do INSS a partir de diferentes estados da Federação, em circunstâncias consideradas incompatíveis com os procedimentos administrativos adotados pelo órgão.

Investigação

A PF informou que as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no esquema, esclarecer a forma de atuação da organização e calcular a extensão dos prejuízos causados aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder por crimes como estelionato previdenciário, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme o avanço das apurações.

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