Operação da PF mira desvio de cota parlamentar para locadora de veículos
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
Justiça

Esquema de desvio de cota parlamentar é alvo de 3ª fase de operação da PF

Terceira fase da Operação Rent a Car cumpre mandados no DF, Goiás e Minas Gerais

Foto: Divulgação/Polícia Federal

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (1º) a 3ª fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, para aprofundar a investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de uma locadora de veículos suspeita de emitir notas fiscais fictícias.

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As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a PF, o objetivo é coletar e preservar provas.

“As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, informou a corporação.

Na segunda fase da operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ). Eles não são alvos desta nova fase e negam irregularidades.

Em um endereço ligado a Sóstenes, em Brasília, os agentes apreenderam R$ 430 mil em dinheiro em espécie. Na ocasião, a operação recebeu o nome de Galho Fraco. Os investigados nesta fase são ligados ao líder do PL.

Segundo as investigações, a locadora sob apuração recebeu R$ 915 mil em recursos da cota parlamentar. A primeira fase concentrou as diligências em assessores dos parlamentares e nos contratos firmados. Com o avanço da apuração, a PF passou a investigar diretamente os dois deputados.

De acordo com os investigadores, a empresa de locação de veículos teria sido utilizada para simular contratos de prestação de serviços e desviar recursos públicos das cotas parlamentares. A PF afirma ainda que agentes públicos e empresários teriam firmado um “acordo ilícito para o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares”.

Quando foi alvo da 2ª fase da operação, Jordy afirmou nas redes sociais que era vítima de uma “perseguição implacável” e de “pesca probatória”. Já Sóstenes negou irregularidades no uso da cota parlamentar, disse que a investigação buscava “perseguir a oposição” e afirmou que o dinheiro encontrado no flat era proveniente da venda de um imóvel no Triângulo Mineiro.

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