PF descarta interferência externa na morte do "Sicário" de Vorcaro
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Brasil

PF descarta interferência externa na morte do “Sicário” de Vorcaro

Sob custódia em Belo Horizonte, Luiz Phillipi Mourão morreu após prisão na operação Compliance Zero

Foto: Reprodução

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) concluiu as principais frentes de apuração sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e afirmou não ter encontrado evidências de participação de terceiros no episódio. Apontado como operador vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Mourão morreu enquanto estava sob custódia da corporação em Belo Horizonte.

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Segundo os investigadores, a hipótese predominante é de suicídio. A apuração considerou diferentes possibilidades, incluindo eventual indução por contatos externos ou falhas na vigilância, mas essas linhas foram descartadas ao longo das diligências.

De acordo com a PF, o sistema de monitoramento da unidade registrou integralmente a movimentação no local, sem lacunas ou interrupções. As imagens e demais elementos reunidos foram encaminhados ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O magistrado já rejeitou pedidos para compartilhamento mais amplo das informações com uma comissão parlamentar que acompanha o caso.

A certidão de óbito não especifica a causa da morte, o que gerou questionamentos sobre as circunstâncias do ocorrido. Ainda assim, a Polícia Federal sustenta que, até o momento, não há indícios que apontem para interferência de terceiros.

Mourão havia sido preso no início de março, durante uma fase da operação Compliance Zero, que investiga a atuação de estruturas paralelas voltadas à coleta de informações e possível intimidação de alvos.

Conforme a investigação, ele integraria um grupo informal conhecido como “A Turma”, responsável por monitorar adversários ligados ao empresário.

Registros analisados pela PF indicam que o investigado receberia pagamentos mensais elevados para desempenhar essas funções. A apuração também reúne mensagens que sugerem ações de vigilância e intimidação, citadas na decisão judicial que autorizou a prisão.

A morte sob custódia deu nova dimensão ao caso, provocando repercussão política e cobranças por esclarecimentos no Congresso. Enquanto isso, o processo segue sob supervisão do STF, com base nos elementos encaminhados pela PF.

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