PF contratou Black Wall para quebrar celulares no caso Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PF contratou Black Wall para quebrar celulares no caso Master

Empresa israelense-emiradense auxiliou na descriptografia de aparelhos apreendidos na Operação Compliance Zero

PF deflagra operação contra fraudes em licitações da saúde no RN
Foto: Divulgação/PF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Polícia Federal contratou a empresa Black Wall Global para auxiliar na descriptografia de telefones apreendidos na Operação Compliance Zero, que investiga operações financeiras do antigo Banco Master.

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O banco foi liquidado em novembro de 2025. O rombo estimado é de cerca de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A contratação foi mencionada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin durante a sessão de quinta-feira (12), que resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Segundo relato feito aos colegas, Zanin afirmou ter lido no relatório da PF que a empresa havia sido contratada para auxiliar nos trabalhos técnicos.

Durante a exposição, o ministro Alexandre de Moraes fez um aparte: “Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad”.

O Mossad é o serviço de inteligência de Israel. A Black Wall Global se apresenta como uma agência israelense-emiradense de inteligência digital, cibersegurança e defesa. Em seu material institucional, a empresa afirma ser uma “Digital Intelligence, Cyber and Defense Agency”, fundada por veteranos de unidades de elite de inteligência, contraterrorismo e aplicação da lei.

A Black Wall atuou na descriptografia de celulares apreendidos nas buscas relacionadas a pessoas ligadas ao Banco Master. Um dos aparelhos analisados foi o do empresário Daniel Vorcaro.

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