PF mira grupo de ataques políticos digitais financiado pela Prefeitura de Macapá
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Justiça

PF mira grupo de ataques políticos digitais financiado pela Prefeitura de Macapá

Corporação apura uso de R$ 25 mi públicos em ataques digitais; políticos, influenciadores e jornalistas são alvos

Foto: Divulgação/Polícia Federal

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (26) operação para investigar crimes eleitorais ligados a uma organização criminosa suspeita de operar uma “rede digital de desinformação, de autopromoção política e de ataques a adversários no estado do Amapá“.

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A PF cumpre mais de 30 mandados de busca e apreensão contra políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, além de uma agência de publicidade e seus sócios. As ações ocorrem em Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS).

Segundo a investigação, o grupo atuava havia 4 anos e seria financiado com recursos da Prefeitura de Macapá para promover o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), beneficiar aliados e atacar adversários políticos.

Furlan já havia sido alvo de outra operação da PF, em 4 de março, que apura suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos em uma obra de cerca de R$ 70 mi do hospital municipal. Um dia após a ação, ele renunciou ao cargo de prefeito e lançou pré-candidatura ao governo do Amapá.

De acordo com a PF, a investigação que resultou na ação de hoje identificou mais de R$ 25 mi em contratos de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá supostamente utilizados para autopromoção política e ataques contra opositores.

Os investigadores também apontam indícios de que integrantes do grupo criminoso digital foram nomeados em secretarias municipais como forma de remuneração pelas publicações feitas na internet. Ainda segundo a PF, os alvos dos ataques incluíam senadores e até um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação identificou ainda o uso de inteligência artificial (IA) para criação de imagens, vídeos, áudios manipulados e deepfakes. Também foram encontrados conteúdos de teor homofóbico utilizados nos ataques virtuais.

A PF investiga crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro e delitos contra a administração pública, além de outros crimes que possam surgir ao longo da apuração.

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