PF apura aquisição 'pulverizada' de ações do BRB por Vorcaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PF apura aquisição ‘pulverizada’ de ações do BRB por Vorcaro

Compra teria sido feita via fundos e estruturas intermediárias

Defesa de Daniel Vorcaro pede adiamento de depoimento à CPMI do INSS após convocação do presidente da comissão.
Foto: Divulgação/Lide

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) investiga a compra “pulverizada” de ações do BRB pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pelo ex-sócio da instituição Maurício Quadrado e pelo fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur. A informação é do site g1.

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Segundo a investigação, os três adquiriram papéis do banco público do DF como “pessoas físicas, mas por meio de vários fundos e estruturas intermediárias, o que teria dificultado a identificação dos reais compradores”.

A PF apura, de acordo com o site, por que as aquisições não ocorreram de forma direta, transparente e facilmente rastreável e por que os compradores não informaram ao BRB a condição de acionista. No ano passado, o banco público tentou comprar o Master, mas a operação foi impedida pelo Banco Central (BC).

Não há ilegalidade na compra de ações: o foco do inquérito está no modelo adotado para a aquisição, que pode ter ocultado a identidade dos compradores.

A identificação da participação acionária de Vorcaro, Quadrado e Mansur no BRB consta de relatório de auditoria externa iniciado em 2 de dezembro, a pedido da nova diretoria do banco.

Segundo o g1, o documento foi encaminhado na segunda (02) pelo atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao gabinete do ministro Dias Toffoli. O relatório também já foi encaminhado ao BC e à PF.

De acordo com a auditoria, Vorcaro, Quadrado e Mansur se tornaram acionistas sem relevância do BRB, categoria que não concede direito a voto, mas permite a detenção de até 5% das ações por investidor.

As aquisições teriam ocorrido durante a gestão de Paulo Henrique Costa, afastado judicialmente da presidência do BRB no mesmo dia da liquidação extrajudicial do Master.

Segundo a PF, os novos elementos indicam coincidência entre pessoas e fundos envolvidos na compra das ações do BRB e aqueles que participaram de operações consideradas suspeitas entre o BRB e o Banco Master entre 2024 e 2025.

A investigação da PF, segundo o site, busca esclarecer se o modelo de aquisição das ações guarda relação com essas operações e por que a participação acionária não foi informada de forma espontânea ao banco.

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