A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (06) a operação “Sine Consensu” contra três servidores da Amazonprev, fundo de previdência dos servidores do Amazonas. A investigação apura suspeitas de irregularidades em investimentos milionários em títulos sem garantia do FGC.
Segundo informações do site g1, uma auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas, entre elas aplicações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, o BTG, de André Esteves, e o C6, de Marcelo Kalim.
A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de três servidores por 90 dias e autorizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro.
Os afastamentos atingem: Claudinei Soares, ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos; Cláudio Marins de Melo, diretor de Administração e Finanças; e André Luis Bentes de Souza, ex-diretor de Previdência.
Também é investigado o empresário Sávio Loyola e Silva, dono da empresa Alfa A Consultoria e Gestão de Frota Ltda, sediada em Niterói (RJ). A empresa teria repassado cerca de R$ 600 mil aos servidores, sem contratos ou justificativas econômicas compatíveis com sua atividade.
De acordo com a investigação da PF, entre junho e setembro de 2024 a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em Letras Financeiras de bancos privados, contrariando recomendações anteriores do Comitê de Investimentos.
A auditoria apontou 5 operações consideradas suspeitas: duas aplicações de R$ 125 milhões no C6 Consignado, em setembro de 2024; R$ 50 milhões no Banco Master, em junho de 2024; R$ 50 milhões no Banco Daycoval, em agosto de 2024; e R$ 40,7 milhões no BTG Pactual, em setembro de 2024.
Em alguns casos, as aplicações teriam sido feitas sem aprovação formal da diretoria ou do Comitê de Investimentos e até com bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência.
Segundo a PF, as investigações “apontam que cerca de R$ 390 milhões teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas em desacordo com normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos de recursos previdenciários”.
A corporação afirma ainda que “também foram identificados indícios de irregularidades em procedimentos internos, bem como movimentações financeiras consideradas atípicas”.
Os investigados pela PF podem responder por gestão temerária e corrupção.

