PF mira Amazonprev por investimentos milionários no C6, Master e BTG
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PF mira Amazonprev por investimentos milionários no C6, Master e BTG

PF mira Amazonprev por investimentos milionários no C6, Master e BTG
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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (06) a operação “Sine Consensu” contra três servidores da Amazonprev, fundo de previdência dos servidores do Amazonas. A investigação apura suspeitas de irregularidades em investimentos milionários em títulos sem garantia do FGC.

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Segundo informações do site g1, uma auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas, entre elas aplicações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, o BTG, de André Esteves, e o C6, de Marcelo Kalim.

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de três servidores por 90 dias e autorizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro.

Os afastamentos atingem: Claudinei Soares, ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos; Cláudio Marins de Melo, diretor de Administração e Finanças; e André Luis Bentes de Souza, ex-diretor de Previdência.

Também é investigado o empresário Sávio Loyola e Silva, dono da empresa Alfa A Consultoria e Gestão de Frota Ltda, sediada em Niterói (RJ). A empresa teria repassado cerca de R$ 600 mil aos servidores, sem contratos ou justificativas econômicas compatíveis com sua atividade.

De acordo com a investigação da PF, entre junho e setembro de 2024 a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em Letras Financeiras de bancos privados, contrariando recomendações anteriores do Comitê de Investimentos.

A auditoria apontou 5 operações consideradas suspeitas: duas aplicações de R$ 125 milhões no C6 Consignado, em setembro de 2024; R$ 50 milhões no Banco Master, em junho de 2024; R$ 50 milhões no Banco Daycoval, em agosto de 2024; e R$ 40,7 milhões no BTG Pactual, em setembro de 2024.

Em alguns casos, as aplicações teriam sido feitas sem aprovação formal da diretoria ou do Comitê de Investimentos e até com bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência.

Segundo a PF, as investigações “apontam que cerca de R$ 390 milhões teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas em desacordo com normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos de recursos previdenciários”.

A corporação afirma ainda que “também foram identificados indícios de irregularidades em procedimentos internos, bem como movimentações financeiras consideradas atípicas”.

Os investigados pela PF podem responder por gestão temerária e corrupção.

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