A Petrobras indicou nesta terça-feira (13) que não pretende reduzir o preço da gasolina nas refinarias no curto prazo. A justificativa, segundo a estatal, é a pressão sobre os preços internacionais do combustível, impulsionada pela proximidade do verão no Hemisfério Norte, período de maior demanda nos Estados Unidos.
“Ao contrário do diesel, que tem tendência de queda no mercado internacional, a gasolina vive um momento ascendente”, disse Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, durante apresentação dos resultados do primeiro trimestre.
Ele explicou que os norte-americanos costumam ampliar os estoques de gasolina neste período devido ao aumento das viagens rodoviárias durante as férias de verão. Isso pressiona os preços globais, o que dificulta qualquer sinalização de redução interna.
Mesmo com o preço da gasolina atualmente acima da paridade de importação, cerca de R$ 0,05 por litro, segundo dados da Abicom, Schlosser afirmou que esse não é o único critério para definição de preços. A Petrobras também leva em conta o cenário volátil do mercado e o custo elevado do refino.
A última mudança no preço da gasolina vendida pela estatal ocorreu em julho de 2024. Já o diesel teve quatro ajustes em 2025: um aumento em fevereiro e três reduções entre abril e maio, sendo a última no dia 5.
