Pesquisa com Bolsonaro e Lula liderando disputa em 2026 só prova que STF se embananou - Claudio Dantas
Brasília, Terça, 14 de julho de 2026
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Pesquisa com Bolsonaro e Lula liderando disputa em 2026 só prova que STF se embananou

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Por Claudio Dantas

O instituto Paraná Pesquisas divulgou agora cedo sua nova sondagem sobre intenções de voto para presidente da República em 2026. O cenário segue polarizado, com Jair Bolsonaro e Lula dividindo a preferência do eleitorado a léguas dos demais nas simulações de primeiro turno.

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Nos cenários de segundo turno, Bolsonaro aparece à frente de Lula (45,7% x (42,2%). Supostos candidatos indicados por ele, como Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, aparecem tecnicamente empatados, com uma diferença maior do petista sobre o governador de São Paulo (veja abaixo).

Ocorre que nem Michelle ou Tarcísio serão candidatos. Ciro Gomes, Pablo Marçal, Ronaldo Caiado ou Helder Barbalho são numericamente inexpressivos, o que demonstra a prevalência de Lula e Bolsonaro como as maiores lideranças populares do país.

O que isso significa? Que o TSE, ao tornar Bolsonaro inelegível num processo parcial e repleto de falhas, cassou também os direitos políticos de metade da população eleitoral do país. Nem a Suprema Corte americana foi capaz de tamanho arbítrio contra Donald Trump, mesmo com episódio do Capitólio deixando mortos e feridos – o que não ocorreu por aqui.

O STF segue na mesma linha persecutória, fomentando inquéritos políticos que se perpetuam no tempo de forma absolutamente ilegal e inconstitucional. A régua usada pelos senhores ministros para medir imoralidades, impropriedades ou até mesmo ilegalidades não é a mesma para os dois campos políticos, majoritários e opostos, nos quais os cidadãos deste país se assentaram.

Luís Roberto Barroso hoje escreve um artigo de opinião no Estadão para criticar os mais de 40 editoriais críticos publicados pelo Estadao ao longo de 2024 em relação ao ativismo judicial do STF, a busca incessante por holofotes e a politização da corte, que decidiu se imiscuir no campo da política, usurpando funções do Executivo e do Legislativo sem qualquer pudor.

Barroso se ressente da falta de elogios a decisões tomadas em sua gestão, como se a imprensa fosse obrigada a se curvar com súdita de uma Juristocracia Imperial. Para o ministro, a democracia brasileira emana da Corte e é garantida por ela, desde 1988. Embora, aos olhos da maioria, tenha se tornado fonte fundamental de conflitos de toda espécie e de profunda insegurança jurídica. Insegurança que, pelo visto, atravessará 2026 como uma lâmina afiada.

 

 

Cenários eleitorais para a disputa pela Presidência da República em 2026

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