Parceria entre PF e PRF no combate ao crime organizado será reforçada - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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Parceria entre PF e PRF no combate ao crime organizado será reforçada

Parceria entre PF e PRF no combate ao crime organizado será reforçada

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) reafirmaram a parceria entre as duas instituições como essencial para o enfrentamento ao crime organizado. Segundo as corporações, o trabalho conjunto ocorre de forma permanente e coordenada dentro do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), garantindo maior efetividade nas ações de segurança.

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Na próxima semana, PF e PRF realizarão uma reunião para alinhar estratégias e reforçar a integração, especialmente no âmbito das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), seguindo as diretrizes do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Cancelamento de acordos com Gaecos preocupa MP

Apesar da reafirmação da parceria, a decisão da PRF de romper os acordos de cooperação técnica com os Ministérios Públicos Estaduais gerou preocupação entre membros do Ministério Público. Em nota, o presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Danilo Lovisaro do Nascimento, afirmou que a medida contraria o princípio de cooperação institucional e pode comprometer o enfrentamento da criminalidade no Brasil.

“Essa medida representa um retrocesso e impõe desafios adicionais às instituições que trabalham para garantir a ordem e a justiça”, declarou Lovisaro. Ele destacou que, nos últimos anos, a integração entre PRF e os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) resultou em operações relevantes contra o crime organizado, desarticulando redes criminosas e fortalecendo a segurança pública.

A nota também alerta que, além do combate ao crime organizado, a PRF atuava em conjunto com o MP em áreas como a erradicação do trabalho escravo, a luta contra a prostituição infantil, a proteção ambiental e o enfrentamento da tortura. Com o fim da parceria, projetos nessas áreas podem ser impactados.

A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, formalizada por meio da Portaria nº 830/2024, e a interpretação da Direção-Geral da PRF foram criticadas pelo GNCOC, que afirmou que a medida distancia o Brasil das melhores práticas globais no combate ao crime organizado.

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