Cláudio Castro foi a Nova York para evento patrocinado pela refinaria Refit (ex-Manguinhos), de Ricardo Magro. Ele sentou-se à mesa com o empresário, ladeado pelo advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, palestrante convidado, e Daniel Maia, concunhado de Tiago e diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Meses atrás, Castro nomeou como secretário de Fazenda do Rio o cientista político Juliano Pasqual, ex-assessor de Aroldo na Câmara e amigo de Tiago, que advoga para Magro.
A refinaria consta em segundo lugar na lista da PGE de maiores devedores do Rio de Janeiro. Apesar de ter negociado o parcelamento de débitos anteriores, os atuais seguem se acumulando, perfazendo um valor total superior a R$ 11,8 bilhões (veja o quadro abaixo).

Em março, Castro anunciou o envio para a Alerj de um projeto que permitirá aos devedores trocar seus débitos por áreas de reflorestamento, numa operação cruzada para abater o passivo que o Estado tem com proprietários de áreas desapropriadas no passado para preservação. Magro seria um dos beneficiados.
Por coincidência, antes do evento em Nova York, o empresário sentou-se para um bate-papo com dois secretários de Castro: Bernardo Rossi (à direita), do Meio Ambiente, e Rodrigo Abel, do gabinete do governador.

Questionado por este site sobre o tema da conversa e se constava da agenda oficial, o secretário de Comunicação, Igor Marques, disse que o encontro dos secretários com Magro “foi público”, no hall do hotel, e não contou com a presença do governador. Castro, disse o assessor, tampouco manteve reuniões paralelas com o empresário, apesar de sentar-se à mesa com ele.
Pelo visto, esses eventos em Nova York não servem para nada mesmo.
