Para escapar do big stick de Trump, Lula entregará o Brasil
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Para escapar do big stick de Trump, Lula entregará o Brasil

Lula e Trump
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Por Claudio Dantas

Lula deixou Kuala Lumpur sem qualquer acordo, mas disse à imprensa que algo deve acontecer “nos próximos dias”. “Não sei se algo vai acontecer”, reagiu Donald Trump, provocado pela imprensa antes de embarcar no Air Force One. As equipes técnicas se reuniram, mas não chegaram a qualquer framework de trabalho. Marcaram novas reuniões.

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O petista contou que entregou suas demandas a Trump por escrito, mas não abriu a boca sobre as demandas americanas. Infelizmente, os enviados especiais da mídia do pix tampouco se interessaram em perguntar. Pois é a única pergunta que importa, uma vez que o lado brasileiro diz que questões políticas já não estão sobre a mesa.

Então, o que está sobre a mesa? Quais as demandas do lado de lá? Se já não são as mesmas que constam da primeira cartinha escrita por Trump a Lula, quais são as novas? O que o Brasil terá de entregar aos EUA para voltar a ter uma relação normal e profícua? Em resumo, qual será o prejuízo resultante da postura infantil e irresponsável do atual presidente nos quase três anos de seu mandato?

“Sei a hora de ceder”, diz Lula sobre reunião com Trump

Todos queremos o fim do tarifaço e ninguém quer ver o Brasil colhido por uma ofensiva militar contra o narcotráfico, mas essas são as consequências das escolhas de um ex-presidiário que retornou ao poder de forma ilegítima. De quem defende traficantes e ditadores, que se alinhou aos piores regimes do planeta e agora teme que sua própria cabeça seja posta a prêmio.

Que fique claro, cristalino.

Lula não cruzou o mundo para se reunir com Trump porque quer ajudar os exportadores brasileiros, mas para tentar evitar ser alvo das sanções americanas, como os companheiros Nicolas Maduro e Gustavo Petro. Depois de brincar de antiamericanismo no play do gigante nuclear e ainda financiar todo o Foro de São Paulo com dinheiro do trabalhador brasileiro, agora tenta se vender como mediador de um conflito militar inevitável.

Chega a ser ridículo. Poderíamos ter com os EUA uma relação de igual para igual, entre parceiros, mas o petista trilhou o caminho inevitável da submissão pela força. Para escapar do big stick americano, para salvar a própria pele, agora fará de tudo. Não há dúvidas de que o preço que está sendo negociado é altíssimo e será pago por toda a sociedade brasileira, agora e no futuro.

 

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