Países do Golfo acusam Irã de atacar civis e falam em “escalada perigosa”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Países do Golfo acusam Irã de atacar civis e falam em “escalada perigosa”

Comunicado conjunto cita mísseis e drones contra territórios soberanos e reafirma direito à legítima defesa

Explosão no mar após o lançamento de mísseis em direção a Israel a partir do Irã, em retaliação a ataques de Israel e dos EUA contra o território iraniano, vista de Haifa, no norte de Israel, em 28 de fevereiro de 2026. REUTERS/Rami Shlush
Explosão no mar após o lançamento de mísseis em direção a Israel a partir do Irã, em retaliação a ataques de Israel e dos EUA contra o território iraniano, vista de Haifa, no norte de Israel, em 28 de fevereiro de 2026. REUTERS/Rami Shlush

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Por Redação

Países do Golfo Pérsico acusaram o Irã de atacar civis e violar sua soberania nos bombardeios retaliatórios realizados nos últimos dias. A declaração conjunta foi divulgada nesta segunda-feira (2) e assinada por Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos.

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Segundo o comunicado, oito países do Oriente Médio foram atingidos por ataques iranianos desde sábado, quando teve início a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. São eles: Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Omã e Iraque não assinaram o documento.

No texto, os signatários afirmam:

“Condenamos veementemente os ataques indiscriminados e imprudentes com mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra territórios soberanos em toda a região. Esses ataques injustificados atingiram territórios soberanos, colocaram populações civis em risco e danificaram infraestrutura civil”.

Os países acrescentam que as ações representam uma “escalada perigosa” e violam a soberania de múltiplos Estados. Também reforçam o direito de reagir.

“As ações do Irã representam uma escalada perigosa que viola a soberania de múltiplos Estados e ameaça a estabilidade regional. O ataque a civis e a países não envolvidos em hostilidades constitui um comportamento imprudente e desestabilizador. Estamos unidos na defesa de nossos cidadãos, de nossa soberania e de nosso território, e reafirmamos nosso direito à legítima defesa diante desses ataques”.

Conflito se espalha pela região

A guerra teve início no sábado (28), após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os bombardeios atingiram Teerã e outras cidades iranianas.

Entre os mortos está o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, além de integrantes da cúpula militar e autoridades do governo iraniano. Segundo o Crescente Vermelho do Irã, 555 pessoas morreram desde o início da ofensiva.

Em resposta, Teerã lançou mísseis contra Israel e contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas. Explosões foram registradas em diferentes capitais da região.

Autoridades locais relataram danos a infraestrutura civil, incluindo prédios, aeroportos e hotéis. Países árabes passaram a manifestar preocupação com a ampliação dos ataques para além de alvos militares.

Mortes de militares americanos

Os Estados Unidos informaram no domingo que três militares americanos morreram desde o início do conflito. O presidente Donald Trump declarou que o país reagirá.

“Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, afirmou.

A troca de bombardeios entre Irã, Israel e forças americanas continua, com ataques diários registrados desde o fim de semana. Países da região afirmam que permanecerão mobilizados para proteger seus territórios diante da escalada militar.

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