Oposição quer ouvir PF após troca de delegado da "Farra do INSS"
Brasília, Domingo, 19 de julho de 2026
Política

Oposição quer ouvir PF após troca de delegado da “Farra do INSS”

Mudança de delegado levanta questionamentos sobre a condução das investigações

Líder do PL, Sóstenes Cavalcante afirma que maioria da bancada deve votar a favor do fim da escala 6x1, apesar de críticas ao modelo defendido pelo governo Lula
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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Por Redação

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, apresentou requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a prestar esclarecimentos sobre a substituição do delegado responsável pelo inquérito da “Farra do INSS”.

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Guilherme Figueiredo Silva, que chefiava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF e conduzia as investigações após o envio do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), também havia atuado no pedido de quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Por se tratar de convocação, a presença de Andrei Rodrigues será obrigatória caso o requerimento seja aprovado. Sóstenes ainda não definiu em qual comissão pretende apresentar o pedido.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a troca do delegado como ocorrida em um momento “extremamente sensível” da investigação, o que, segundo ele, levanta “questionamentos legítimos” na sociedade.

Figueiredo também foi responsável pelo pedido de prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais articuladores do esquema contra aposentados.

“Quando Jair Bolsonaro tentou substituir um superintendente da Polícia Federal, houve reação imediata de setores políticos, da imprensa e até do STF sob o argumento de defesa da autonomia da PF. Agora, diante da troca do delegado responsável por investigações ligadas ao filho do atual presidente da República, o silêncio de muitos chama atenção”, escreveu Sóstenes.

Segundo o deputado, a autonomia da PF deve valer para todos os governos. Ele afirma que a convocação busca garantir “explicações claras e a garantia de que não haverá qualquer interferência nas investigações”.

A investigação da “Farra do INSS” passou a ser acompanhada por uma nova coordenação da PF responsável por inquéritos em tribunais superiores. A corporação afirma que a mudança é administrativa e que os delegados seguem atuando nos casos.

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