As manchetes dos jornais da manhã só fazem sentido quando combinadas. O Globo diz que a informalidade no país se mantém alta porque os salários com carteira assinada são baixos demais. O Estadão diz que as empresas brasileiras enfrentam dívida alta e dificuldades de caixa – lembrando que 2024 fechou com recorde em recuperações judiciais.
Na prática, o problema está num governo que onera o empregador, que vê o empresário como um vilão da sociedade. Quanto mais impostos, menores os salários e maior a informalidade. Menos empreendedores, menos investimento, menos emprego, menos arrecadação, menos investimento.
Não é por acaso que a informalidade é maior (mais de 50%) nos estados do Norte e Nordeste, foco principal dos auxílios do governo, como o Bolsa Família. Quanto mais bolsas, menos formalidade, menos gente procurando emprego, aliás.
Por isso, a fantasia de que o Brasil vive pleno emprego é apenas uma fantasia, um jogo de números, uma jogada de marketing. Por isso, o governo Lula investe tanto em publicidade. Segundo a Folha de hoje, esses contratos devem alcançar a assustadora cifra de R$ 3,5 bilhões.
É muita incompetência travestida de entrega e nada disso já adianta, pois a realidade do preço dos alimentos na gôndola do mercado desfaz qualquer ilusão. As pesquisas sobre a popularidade de Lula apenas confirmam o óbvio: o povo não come propaganda.
